É isso aí

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sexta-feira, 21 de março de 2014

alhos & bugalhos

LUTO


Profª. LUCINHA

 

ITAJUÍPE: GILKA BADARÓ CONSEGUE IMPORTANTE VITÓRIA NO TJ-BA

gk


Na última terça-feira (18), a prefeita de Itajuípe Gilka Badaró (PSB) obteve importante vitória no Tribunal de Justiça da Bahia, referente a uma ação de improbidade administrativa em que ela havia sido condenada em primeira instância “nas penas do art. 12 inciso III da Lei 8.492/92 e: 1) ao pagamento de multa civil correspondente a cinco vezes o valor da última remuneração que percebia como Prefeita Municipal de Itajuípe, devidamente corrigida desde aquela data; 2) a suspensão dos direito políticos pelo prazo de três anos; 3) proibição de contratar com o Poder Público pelo prazo de três anos”.

Foi impetrado recurso de apelação e a Quarta Câmara Cível do TJ-BA seguiu, por unanimidade, o voto da Desembargadora Cynthia Maria Pina Resende, que esclareceu que “No caso em apreço houve a comprovação da contratação irregular de pessoal por falta de concurso público, mas sem a evidencia da desonestidade e da comprovação de lesão ao erário publico, eis que, não houve lesão ao patrimônio publico, porquanto sequer alegado que os servidores contratados, que foram apenas 4 (quatro), não tenham efetivamente trabalhado” e que “não vislumbro esse acontecimento no caso dos autos, eis que, da sua análise, é possível verificar a inexistência de prova de desonestidade praticada pela Apelante na conduta considerada Ilícita”, para ao final concluir pelo “provimento do apelo, para julgar improcedente o pedido da inicial, afastando as condenações aplicadas”.

A apelação tem o n.º 0000036-35.1998.8.05.0119 e a íntegra do acórdão pode ser obtida clicando aqui. - http://www.politicosdosuldabahia.com.br/


ITAJUIPE - ELEIÇÃO DO CONSELHO COMUNITARIO DE SAUDE FOI CONCORRIDA

 
Aconteceu na última quarta feira (19) a eleição para o novo Conselho Comunitário de Saúde, onde cerca de 900 pessoas compareceram para eleger o  novo Conselho, que terá o trabalho de avaliar e deliberar sobre as Politicas Públicas de Saúde para Itajuipe nos próximos 2 anos
O numero de votantes foi muito alem das expectativas, conforme salientou Simone Ramos, uma das Coordenadoras do pleito, que em entrevista a Tudo Fm Itajuipe salientou o interesse pelo municipe em participar de movimentos representativos da comunidade. - " É um grande avanço para Itajuípe essa participação, pontuou Simone Ramos"
Os eleitos nesta quarta feira tomará posse ja no proximo dia 27 de março, em seguida uma reunião interna entre eles irá definir quem irá ocupar os cargos de Presidente, Vice e Secretários, confira a seguir os eleitos com os respectivos votos
SEGUIMENTO USUARIO - SOCIEDADE CIVIL ORGANIZADA 
LEGIÃO FEMININA DE EDUCAÇÃO -  327 VOTOS
ASSOCIAÇÃO DOS MORADORES JARDIM PRIMAVERA -  282 VOTOS
ASSOCIAÇÃO DE MASTERS - 185 VOTOS
SINDICATO DOS AGENTES COMUNITARIOS E COMBATE A EDEMIAS - 183 VOTOS
SOCIEDADE BENEFICENTE SANTA RITA DE CASSIA - 142 VOTOS
AFAI - 139 VOTOS
PASTORAL DA CRIANÇA 105 VOTOS
ASSOCIAÇÃO DOS MORADORES DO DISTRITO DE SEQUEIRO GRANDE - 102 VOTOS
SEGUIMENTO GESTOR PRESTADOR
HOSPITAL DR MONTIVAL 440 VOTOS
SECRETARIA MUNICIPAL DE DECUCAÇO 407 VOTOS
SECRETARIA DE DESENVOLVIMENTO SOCIAL 390 VOTOS 
SEGUIMENTO TRABALHADOR DE SAUDE
APARECIDA NUNES -  334 VOTOS
ERBENE NOBRE  -  266
CLAUDIA FELIX -  238
MANUELA LIMA -  212


ITAJUÍPE: EX-PREFEITO MARCOS DANTAS É DENUNCIADO NO MP POR DESVIO DE VERBA DE BANHEIROS

O ex-prefeito de Itajuípe, Marcos Dantas (PSD), foi denunciado no Ministério Público (MP), por um possível desvio de recurso público.

Em uma auditoria realizada pelo governo da prefeita Gilka Badaró (PSB), foi identificado irregularidade na execução de um convênio firmado entre o município e a Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR).

O convenio no valor total de R$ 900 mil, previa a construção de banheiros em casas de pessoas carentes. A primeira parcela no valor de R$ 300 mil foi liberada, mas os banheiros não foram construídos.

Segundo a assessoria do atual governo, o ex-prefeito desviou o recurso para outros fins e não construiu os banheiros:

“Não fez nenhum banheiro, só fez cadastrar os beneficiários e não mais voltou nas casas depois que o recurso caiu na conta”, declarou o secretário de obras Humberto Badaró.

Se confirmado a irregularidade, o ex-prefeito deverá responder uma Ação Civil Pública por ato de improbidade administrativa e Denúncia (na esfera penal).


POR HOJE É SÓ...
(REDAÇÃO: O BOLSO DO ALFAIATE)

terça-feira, 18 de março de 2014

alhos & bugalhos

O Brasil da mídia e o país real



O Brasil da mídia e o país real
Hoje quando abrimos jornais, ouvimos o rádio e vemos as TVs comerciais o retrato é de um país à beira do abismo, tudo vai mal. Situação de quase pleno emprego, milhões de pessoas retiradas da miséria pelo Bolsa Família, pacientes atendidos em cidades que nunca haviam visto um médico antes são apenas alguns exemplos do Brasil ignorado pelo jornalismo “independente”.
Em março de 1964, o quadro era semelhante embora houvesse um fantasma a mais, além do descalabro administrativo: o “perigo vermelho” representado pelo comunismo. Para mídia ele estava às nossas portas.
A televisão e demais meios de comunicação se prestavam a esse serviço de doutrinação diária azeitados por fartos recursos vindos de grandes grupos empresariais canalizados por meio do Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais (Ipes) e do Instituto Brasileira de Ação Democrática (Ibad), em estreita colaboração com a agência de inteligência dos Estados Unidos, a CIA. O principal mensageiro televisivo dos alertas sobre a “manipulação comunista” do governo Goulart era o jornalista Carlos Lacerda. Apesar de afinados ideologicamente com os golpistas, os veículos de comunicação não faziam isso de graça.
Segundo o economista Glycon de Paiva, um dos diretores do Ipes, de 1962 a 1964 foram gastos nesse trabalho de desinformação US$ 300 mil a cada ano, em valores não corrigidos. Os dados estão no livro O Governo João Goulart, As Lutas Sociais no Brasil 1961-1964, do historiador Moniz Bandeira.
“O Ipes conseguiu estabelecer um sincronizado assalto à opinião pública, através do seu relacionamento especial com os mais importantes jornais, rádios e televisões nacionais, como: os Diários Associados (poderosa rede de jornais, rádio e TV de Assis Chateaubriand, por intermédio de Edmundo Monteiro, seu diretor-geral e líder do Ipes), a Folha de S.Paulo (do grupo de Octavio Frias, associado do Ipes), o Estado de S.Paulo e o Jornal da Tarde (do Grupo Mesquita, ligado ao Ipes, que também possuía a prestigiosa Rádio Eldorado de São Paulo)” relata René Armand Dreifuss no clássico “1964: a conquista do Estado”.
Foi um período longo de preparação do golpe, e quando ele se concretizou a mídia ficou exultante. O Globo estampou manchetes do tipo “Ressurge a democracia”, “Fugiu Goulart e a democracia está sendo restabelecida”. Sob o título “Bravos Militares”, o jornal da família Marinho, no dia 2 de abril de 1964, dizia que não se tratava de um movimento partidário: “Dele participaram todos os setores conscientes da vida política brasileira”. O Estadão seguia na mesma toada, enfatizando “o aprofundamento do divórcio entre o governo da República e a opinião pública nacional”.
Foram necessários 50 anos para termos a confirmação que o tal divórcio não existia. Pesquisa do Ibope, feita à época, e só agora revelada graças ao trabalho do historiador Luiz Antonio Dias, da PUC de São Paulo mostra que 72% da população brasileira apoiava o governo. Entre os mais pobres, o índice ia para 86%. E se Jango pudesse se candidatar nas eleições seguintes, previstas para 1965, tinha tudo para ser eleito. Pesquisa de março de 1964 dava a ele a maioria das intenções de voto em quase todas as capitais brasileiras. Em São Paulo, a aprovação do seu governo (68%) era superior à do governador Adhemar de Barros (59%) e à do então prefeito da capital, Prestes Maia (38%).
Dados que a mídia nunca mostrou. Para ela interessava apenas construir um imaginário capaz de impulsionar o golpe final contra as instituições democráticas.
Laurindo Lalo Leal Filho é  sociólogo e jornalista, é professor de Jornalismo da ECA-USP

A censura no regime militar foi trágica, mas cômica



Apesar de toda a violência do regime militar, a censura implantada pelo golpe de 64 teve relembrada hoje sua face mais hilária para não dizer idiota, no Ciclo Ditadura, na Casa do Saber O Globo, na Lagoa, Zona Sul do Rio. O jornalista e escritor Zuenir Ventura lembrou da apreensão de livros sobre cubismo na casa do poeta Ferreira Gullar porque "certamente tinham tudo a ver com Cuba". O ator José Wilker lembrou a vez em que foi parar no Cenimar, o serviço secreto da Marinha, para explicar o desenho que fez para uma peça que ia encenar no Rio -- "China Azul". O nome "China" no título foi suficiente para chamar a atenção dos milicos.

-- O militar me perguntou o que significava o desenho. E eu respondi: "É o cabelo da moça". Aí ele devolveu: "Cabelo da moça??? Você tá brincando. Isso é um mapa do Vietnã" -- contou Wilker, levando às gargalhadas a plateia de 65 pessoas.
No desenho, Wilker havia escrito "Blue Power", o que também deixou intrigado o analista de informações da Marinha: "Você não sabe que nós somos contra o Black Power? Sua peça vai ser censurada", disse o militar.
O debate -- que durou cerca de duas horas -- foi moderado pelo jornalista Luiz Antônio Ryff, que é diretor de conteúdo da Casa do Saber. Além de Zuenir e Wilker participou o jornalista José Casado, colunista do GLOBO, assim como Ventura. O debate "O impacto na cultura e na imprensa: a vida sob censura" é o primeiro da série Ciclo Ditadura. Na próxima segunda o tema será "As mudanças na sociedade, na economia e no aparelho estatal" e no dia 31 "As lutas ideológicas e a geopolítica internacional". 
O ator José Wilker relembrou outro episódio vivido por ele. O dia em que a plateia inteira de um filme foi presa. O cinema era o Metro-Copacabana. O ano 1965. O filme Wilker esqueceu.
-- Quando surgiu na tela o presidente e general Castello Branco, no cinejornal, a plateia foi uma vaia só. Na saída do cinema, três ônibus nos aguardavam do lado de fora para levar todo mundo para o Forte Copacabana.
Mais novo entre os três palestrantes, o jornalista José Casado lembrou que chegou às redações em 1971, quando começou a ver a censura e as prisões de jornalistas. Zuenir completou, dizendo que os piores anos da ditadura foram na década de 70: "Logo após o golpe nós achávamos que a ditadura ia durar uns seis meses; durou 21 anos", observou Zuenir, que no dia do golpe havia acabado de chegar em Brasília. 

-- Vi que surgiu uma mobilização para resistir ao golpe. Eu entrei na fila para me alistar, quando me perguntaram que arma eu manejava. Tentei enrolar, e acabei contando que tinha feito tiro de guerra com um fuzil Mauser, de 1908. Fui aceito -- contou Zuenir, rindo da situação, assim como a plateia. 

O jornalista José Casado destacou que a imprensa foi o único setor econômico no qual a ditadura agiu com violência contra o patrimônio e até fisicamente contra os jornalistas.

-- No porão da ditadura, a tortura era a face mais visível do autoritarismo. Os ideólogos do regime fizeram 24 atentados a bomba -- relembrou Casado, num dos momentos mais dramáticos do debate.
Veja no vídeo a pior consequência da censura do regime militar.

Contribuinte isento pode ter direito à restituição

 
As regras da Receita Federal estabelecem que, em 2013, o contribuinte que obteve rendimentos tributáveis abaixo de R$ 25.661,70 está isento de declarar o Imposto de Renda. Entretanto, isso não significa que o contribuinte não possa entregar a declaração ao Fisco. Especialistas alertam que, ao prestar atenção na renda obtida ao longo do ano passado, o contribuinte isento pode descobrir o direito de receber restituição do imposto.Esses casos podem ocorrer quando o contribuinte recebeu, por exemplo, horas extras, abono de um terço das férias acumuladas, pagamentos atrasados feitos em um mês, rescisão trabalhista, pagamento de verbas acumuladas determinadas pela Justiça ou foi demitido no ano passado. Na prática, isso acontece com quem trabalhou alguns meses em 2013 e recebeu salário acima de R$ 1.710,78 por mês. 
POR HOJE É SÓ...(REDAÇÃO: O BOLSO DO ALFAIATE)


segunda-feira, 17 de março de 2014

alhos & bugalhos


Ela queria entrar com drogas na cadeia de Itajuípe


Esta mulher, de prenome Marley, foi levar mantimentos para o esposo dela que está preso na delegacia de Itajuípe. Ao entregar a sacola Marley não contava com a astúcia da agente policial que começou a revistar e percebeu algo estranho no interior de um vaso de desodorante. Ao abrir a embalagem estavam lá algumas buchas de maconha. Ela bem que tentou explicar que não sabia da droga, mas disse aos policiais que quem mandou entregar foi Sheila, a irmã de "Thuba", que cumpre prisão por vários delitos. Não deu outra, Marley foi presa em flagrante. (Web News Sul)

Deputados divergem sobre veto ao projeto que regulamenta criação de municípios

O veto mais polêmico a ser analisado pelo Congresso Nacional na terça-feira (18) é ao projeto que regulamenta a criação de municípios (PLP 416/08). A proposta possibilitaria a criação de cerca de 400 cidades, e a presidente Dilma Rousseff vetou o texto com a justificativa de que despesas poderiam ser feitas sem a criação de receitas equivalentes.
O deputado José Guimarães (PT-CE) defende a manutenção do veto e a apresentação de outra proposta sobre o tema. Uma ideia é estabelecer regras diferentes para a criação de cidades, por região do País. O deputado diz que o governo, depois de uma semana de crise, está recompondo a base aliada, e pode até mesmo conseguir manter o veto.
Guimarães afirma que, para manter ou derrubar o veto, o importante é manter a harmonia com o governo. "Nós estamos trabalhando para construir um texto possível, de consenso. Não é razoável irmos para o Plenário para derrubarmos o veto. Por outro lado, não pode ficar essa indefinição. Eu defendo que sentemos para iniciarmos o diálogo, consolidarmos um novo texto, ou até mesmo acertarmos com o governo a necessidade de derrubarmos o veto acordados com o governo", diz o deputado.
Insatisfação
Já o líder do PSD, deputado Moreira Mendes (RO), acredita que a insatisfação de partidos da base de sustentação do governo facilitará a derrubada do veto. Para o líder, regulamentar a criação das cidades é uma necessidade urgente.
"A derrubada do veto é imperioso. Eu represento um estado do Norte, Rondônia, que tem uma necessidade extrema da criação de municípios. Tem distrito que é maior que muitos municípios do estado, fica a 400 quilômetros do município sede", afirma Moreira Mendes.
Na última sessão que analisaria vetos, no mês passado, deputados e senadores não votaram nada, pois o governo conseguiu esvaziar a sessão com receio da derrubada do veto sobre a regulamentação de novos municípios. Íntegra da proposta:

Plenário pode discutir marco civil da internet nesta semana

Em sessões extraordinárias, os deputados podem votar a PEC que prorroga os benefícios da Zona Franca de Manaus. Esta semana terá também sessão do Congresso para votar vetos presidenciais a 12 projetos de lei.

Marco civil da internet estabelece direitos dos usuários e deveres dos provedores.
Após vários adiamentos, o Plenário da Câmara dos Deputados poderá começar a discutir nesta semana o projeto de lei do marco civil da internet (PL 2126/11). A proposta tranca a pauta desde outubro do ano passado.
O último adiamento na discussão do marco civil foi pedido pelo governo, na esteira dos desentendimentos entre Planalto e PMDB, cujo líder, deputado Eduardo Cunha (RJ), declarou que pretende trabalhar para derrubar a proposta.
Cunha apresentou um texto alternativo ao projeto. “Primeiro vamos votar pela rejeição do marco civil; se não for rejeitado, vamos discutir a emenda”, disse. (agência câmara)

Do ancelmo.com

Pra frente, Brasil

Por causa da Copa do Mundo no Brasil, o cartão Mastecard está usando, numa promoção, trecho daquela música “Pra frente, Brasil”. 
Como se sabe, a canção que celebrava a seleção brasileira na Copa de 1970 foi utilizada pelo Governo Médici como arma de 
da ditadura. Tanto que virou título de filme de Roberto Farias sobre a tortura na época. 

Só que...

 

“Pra frente, Brasil” foi composta por Miguel Gustavo (1922-1972), o mesmo que fez um dos melhores jingles políticos do Brasil para João Goulart, em 1960. 

Um trecho: “A nossa gente vai jangar. É Jango, é Jango. É o Jango Goulart.” 

Aliás, foi gravado por Elizeth Cardoso. 

Os 'catecismos' de Zéfiro


Chegou a hora e a vez de a academia homenagear o funcionário público que no recesso do lar, à noite, quando a mulher dormia, produzia as revistinhas de saliência que eram lidas dentro de catecismos para se manter o segredo de polichinelo. A historiadora Erika Natasha Cardoso está concluindo o mestrado em História na UFF que tem o objetivo de relacionar a obra de Carlos Zéfiro — pseudônimo do carioca Alcides Aguiar Caminha (1921-1992) — considerado um transgressor pelos mais recatados — com a moral do período em que ela circulou de forma mais expressiva no país, ao longo das décadas de 1950 e 1960. Ela conversou com Jorge Antonio Barros, da turma da coluna, que, danadinho, conheceu a obra de Zéfiro nos bons tempos da adolescência. 

Seu orientador, Daniel Aarão Reis Filho, diz que Zéfiro era um pedagogo. 

Com certeza. As próprias fontes da minha pesquisa confirmam que Zéfiro era um grande professor de “sacanagem”. Era profundamente didático, e muita gente aprendeu com ele, por exemplo, posições sexuais, dicas de higiene. O grande forte dele era a verdadeira aula de sedução. 

Até que ponto a repressão sexual vigente favoreceu o sucesso de Zéfiro? 

De fato, na década de 50, crianças e adolescentes não tinham acesso sequer a ver pernas de fora, como alguns adultos conseguiam nos teatros de revistas no Centro do Rio. E os “catecismos” foram perdendo a força com a chegada de revistas com fotografias coloridas, suecas e dinamarquesas. Mas a técnica narrativa de Zéfiro foi também muito importante para sua popularização. 

Afinal, os “catecismos” são pornografia ou erotismo? 

Não faço essa distinção a partir do conteúdo, já que o conceito de pornografia muda muito. Livros como “Ulysses”, de James Joyce, e “Madame Bovary”, de Gustave Flaubert, já foram considerados pornográficos. O próprio Zéfiro disse certa vez que pornografia era o que acontecia depois de alguns bailes no subúrbio de Anchieta, onde ele morava. 


EM TEMPO... 

Alcides, cujo pseudônimo foi revelado por Juca Kfouri, em 1991, é parceiro de Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito no clássico “A flor e o espinho”. Mas aí é outra

Igreja de São Francisco de Assis (século XVIII)



O que não nos falta são belíssimos exemplos da Arquitetura Barroca. Temos esplêndidos mosteiros, conventos e igrejas em vários estados do Brasil. Cidades inteiras tombadas como bens preciosos para toda a Humanidade.
Hoje falo da Igreja de São Francisco de Assis, em Ouro Preto, cuja construção teve início em 1776. E, portanto, falo de Antonio Franscisco Lisboa, o Aleijadinho, e de Manuel da Costa Ataíde.
O primeiro, um gênio, autor do projeto arquitetônico, do risco da portada, dos elementos ornamentais, dos púlpitos, do retábulo-mór e do teto entalhado da capela-mór.
O segundo, o magnífico pintor do forro da nave, em forma de gamela, com pintura que representa a Assunção de Nossa Senhora da Conceição, padroeira dos frades franciscanos. A revoada de anjos que acolhe Maria é de uma beleza emocionante: são crianças, jovens e adultos, todos mulatos e músicos.
Os dois artistas, nascidos respectivamente em Vila Rica (hoje Ouro Preto), e Vila do Carmo (hoje Mariana), são considerados os dois mais importantes nomes da arte colonial brasileira.
À época que a igreja foi construída, Ouro Preto vivia o ápice da sua história, por isso a magnitude da construção em diversos sentidos (tamanho, detalhamento, peças de ouro). A construção é um marco religioso, social, artístico da cidade e do estado.
Sobre o impacto que essa igreja causou em Carlos Drummond de Andrade há em seu livro, "Claro Enigma", um poema intitulado "São Francisco de Assis", do qual eis aqui algumas estrofes:

Senhor, não mereço isto. 
Não creio em vós para vos amar. 
Trouxeste-me a São Francisco 
e me fazeis vosso escravo.
Não entrarei, senhor, no templo, 
seu frontispício me basta. 
Vossas flores e querubins 
são matéria de muito amar.
Mas entro e, senhor, me perco 
na rósea nave triunfal. 
Por que tanto baixar o céu? 
por que esta nova cilada?
Senhor, os púlpitos mudos 
Entretanto me sorriem. 
Mais do que vossa igreja, esta 
Sabe a voz de me embalar.
                                       Perdão, Senhor, por não amar-vos. 

Igreja de São Francisco de Assis, Ouro Preto, MG
Fontes: "Claro Enigma", Carlos Drummond de Andrade (1951)
                Enciclopedia Mirador

(Publicado originalmente em 24 de março de 2011)

POR HOJE É SÓ... REDAÇÃO: O BOLSO DO ALFAIATE)