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segunda-feira, 20 de abril de 2026

Polícia faz alerta para novo golpe envolvendo o gov.br

 alhos & bugalhos


Itajuípe: R$ 1,585 milhões foi o montante de FPM recebido no segundo decêndio de abril de 2026


O Município de Itajuípe, recebeu a importância de 
R$ 1.585.438,10, estes valores referem-se ao segundo decêndio na participação no Fundo de Participação dos Municípios (FPM) no mês em curso.

Base de cálculo: O FPM é formado por uma parcela constitucional de 25,5% da arrecadação do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) da União.

·                    Retenções obrigatórias: Antes de serem repassados ​​aos municípios, os seguintes valores são descontados do montante total:

        1%: Retenção para o PASEP.

       20%: Retenção para o FUNDEB.

Repasse líquido: O valor restante, após os descontos, é o que é repassado aos municípios, geralmente de 10 em 10 dias (1º, 2º e 3º decêndios do mês). 

Emenda Constitucional nº 112/2021 

·Emenda Constitucional nº 112/2021 aumentou a alíquota

 

descontados do montante total:

      1%: Retenção para o PASEP.

       20%: Retenção para o FUNDEB.

Repasse líquido: O valor restante, após os descontos, é o que é repassado aos municípios, geralmente de e 10 dias (1º, 2º e 3º decêndios do mês). 

Emenda Constitucional nº 112/2021 

·Emenda Constitucional nº 112/2021 aumentou a alíquota

RECEBIMENTO DE CACAU CRESCE 61% NO INÍCIO DE 2026, MAS MOAGEM SEGUE ESTAGNADA E EXPÕE GARGALO NA DEMANDA

 


Dados do primeiro trimestre indicam recomposição da oferta, sem reação equivalente da atividade industrial e das exportações

Após dois anos de menor disponibilidade de amêndoas de cacau no mercado brasileiro, o recebimento voltou a crescer de forma expressiva no início de 2026. Dados compilados pelo SindiDados – Campos Consultores e divulgados pela Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC) mostram que o recebimento somou 28.605 toneladas no primeiro trimestre, volume 61,1% superior ao registrado no mesmo período de 2025 (17.758 toneladas).

Na comparação com o quarto trimestre de 2025 (59.737 toneladas), há um recuo de 52,1%, comportamento esperado em função da sazonalidade da safra. “Embora haja crescimento em relação ao mesmo período do ano anterior, o volume observado no primeiro trimestre ainda é significativamente inferior ao da safra principal”, afirma Anna Paula Losi, presidente-executiva da AIPC.

Recebimento segue concentrado em Bahia e Pará

No recorte por origem, os dados do primeiro trimestre de 2026 confirmam a forte concentração regional da produção brasileira. Bahia e Pará responderam juntos por 96,5% do recebimento nacional no período.

A Bahia liderou com 16.208 toneladas (56,7% do total), crescimento de 38,9% em relação ao mesmo período de 2025, embora com leve redução na participação. O Pará somou 11.388 toneladas (39,8%), o que representa um avanço expressivo de 169,7% em relação ao ano anterior, ampliando seu peso na produção nacional.

Os demais estados seguem com participação residual. O Espírito Santo registrou 809 toneladas (-53,6%), enquanto Rondônia somou 177 toneladas (+48,7%).

O quadro reforça que a estrutura produtiva brasileira permanece altamente concentrada e pouco alterada, com dois estados respondendo praticamente pela totalidade da oferta nacional.

 

Moagem permanece estável mesmo com aumento da oferta

Apesar do avanço no recebimento, a moagem no primeiro trimestre de 2026 somou 51.715 toneladas, volume 0,8% inferior ao do mesmo período de 2025 (52.135 toneladas) e praticamente estável em relação ao quarto trimestre de 2025 (-0,2%).

O dado evidencia um descompasso entre a oferta e o processamento: há mais matéria-prima disponível, mas isso não se traduz em aumento da atividade industrial.

“O Brasil inicia 2026 com maior disponibilidade de cacau, mas sem reação equivalente na moagem e na comercialização. Esse deslocamento mostra que, neste período, os principais limitantes à atividade industrial estão na demanda e na competitividade nos mercados internacionais. Mesmo com maior oferta e menor importação, a moagem permanece estável, indicando que o fator determinante é a capacidade de competir e atender à demanda por derivados nos mercados interno e externo”, afirma Anna Paula Losi, presidente-executiva da AIPC.

 

Importações recuam com maior oferta doméstica

No comércio exterior, o Brasil importou 18.068 toneladas de amêndoas no primeiro trimestre de 2026, redução de 37,5% em relação ao mesmo período de 2025 (28.920 toneladas).

O movimento ocorre em paralelo ao aumento do recebimento nacional e reflete o ajuste natural do mercado diante de maior disponibilidade interna e de queda na demanda por derivados, que já se verificava no ano anterior.

A AIPC ressalta que essa variação não decorre de medidas de restrição à importação, mas sim do ajuste natural do mercado diante das condições de oferta de amêndoas e demanda por derivados.

Exportações de derivados seguem abaixo do nível de 2025

As exportações de derivados de cacau somaram 12.557 toneladas no primeiro trimestre de 2026, queda de 15,4% em relação ao mesmo período de 2025 (14.840 toneladas) e de 3,1% em relação ao quarto trimestre de 2025.

A Argentina permaneceu como principal destino, com 47% do volume exportado, seguida pelos Estados Unidos (15%) e México (8%).

“O desempenho das exportações reforça um cenário de demanda mais moderada e a necessidade de competitividade. Sem isso, o Brasil perde espaço no mercado internacional e amplia a ociosidade da indústria moageira”, afirma Anna Paula Losi.

As exportações de amêndoas permaneceram residuais no primeiro trimestre de 2026, com apenas 184 toneladas embarcadas, o que confirma que o Brasil não é um exportador relevante de matéria-prima e depende da industrialização para sustentar sua inserção no mercado internacional.

As importações de derivados somaram 12.166 toneladas, volume praticamente estável em relação ao mesmo período de 2025 (-2,4%).

Segundo Anna Paula, “o movimento indica pressão competitiva sobre a indústria nacional, com parte da demanda atendida por produtos importados devido a custos e condições de mercado”.

Segundo Anna Paula “os dados do primeiro trimestre reforçam que o principal limitante da atividade industrial neste momento é a demanda, e não o acesso à matéria-prima. Nesse contexto, a adoção de medidas que desconsiderem a dinâmica operacional e comercial do setor pode gerar efeitos contraproducentes, ao comprometer a competitividade da indústria justamente em um momento de recomposição da oferta doméstica. O resultado tende a ser a redução da capacidade de absorção do cacau nacional, retração das exportações e aumento da ociosidade industrial, com impactos negativos ao longo de toda a cadeia produtiva”.

Mercado internacional de cacau

Desde o início de 2026, os preços futuros do cacau aprofundaram a trajetória de queda já observada ao longo de 2025. Em poucos meses, os contratos negociados em Nova York e Londres recuaram cerca de 50%, retornando a níveis mais próximos da média histórica, em torno de US$ 3.000 por tonelada. O movimento sucede a escalada registrada entre o fim de 2023 e 2024, quando a percepção de escassez levou as cotações a máximas históricas.

A reversão está associada, sobretudo, à mudança nas expectativas sobre o balanço global. Após três safras consecutivas de déficit, o mercado passou a precificar os excedentes nas temporadas mais recentes. As estimativas da StoneX indicam um déficit de cerca de 490 mil toneladas em 2023/24, seguido por superávits de 46 mil toneladas em 2024/25, 287 mil em 2025/26 e 267 mil em 2026/27. Esse encadeamento sugere a recomposição gradual dos estoques e a redução do prêmio de risco incorporado aos preços.

No lado da oferta, a melhora relativa no Oeste Africano permanece como principal fator de atenção. Costa do Marfim e Gana apresentam recuperação parcial após o ciclo adverso de 2023/24, com condições climáticas mais favoráveis e menor incidência de problemas fitossanitários. Ainda que persistam fragilidades estruturais, a redução do risco extremo contribui para a inflexão das cotações.

Mudanças na geografia da produção também têm reduzido a sensibilidade a choques localizados. O Equador se destaca pelo crescimento consistente da produção, com potencial para atingir cerca de 650 mil toneladas em 2026/27, aproximando-se dos volumes de Gana.

Mais do que a recuperação produtiva, a desaceleração da demanda tem sido determinante para o movimento dos preços. O choque anterior levou a indústria a ajustar formulações e reduzir o uso de cacau, com efeitos mais evidentes ao longo de 2025 e início de 2026. A queda de 7,7% nas moagens globais no quarto trimestre de 2025 ilustra esse processo. Embora haja sinais de melhora nas margens de moagem, a recuperação tende a ser gradual.

Fatores climáticos e macroeconômicos seguem no radar. A possível transição para El Niño em 2026 pode afetar a produção, enquanto os custos energéticos e as incertezas geopolíticas continuam a influenciar preços e consumo. No conjunto, o cenário aponta para continuidade da acomodação das cotações, sustentada por excedentes e demanda ainda fragilizada, com preços em patamares historicamente mais equilibrados.

Análise: Lucca Bezzon, StoneX

Polícia faz alerta para novo golpe envolvendo o gov.br



O golpe utiliza o nome do site oficial do Governo Federal

A Polícia Militar de Goiás (PMGO) fez um alerta aos brasileiros sobre um golpe envolvendo o gov.br, plataforma oficial do Governo Federal. A declaração foi feita através de um vídeo publicado pela cabo Vasques, nesta sexta-feira, 17.

Na gravação, a oficial afirma que criminosos têm utilizado o WhatsApp para enviar mensagens referentes a serviços falsos oferecidos dentro do site oficial, que já possui mais de 170 milhões de usuários cadastrados.

“Na mensagem, o golpista diz que existe uma suposta dívida ou pendência no CPF da pessoa. Para parecer verdadeiro, ele mostra o nome completo e o número do CPF da vítima”, explica Vasques.

Após pegar os dados da pessoa, a quadrilha encaminha um link falso que direciona a uma conversa com o chat. Nessas mensagens eles alegam que a vítima precisará pagar um valor para resolver a pendência no CPF.

“Ao clicar em regularizar, aparece um chat falso, onde uma pessoa se apresenta como auditora ou atendente do governo. Durante a conversa, pedem confirmação do telefone e, no final, geram um QR Code para pagamento via Pix”, reforça a policial militar.

“O valor cobrado costuma ser baixo, justamente para a pessoa pagar rápido, sem desconfiar. Fique atento para não ser mais uma vítima desse golpe”, conclui ela.

Motoristas serão obrigados a passar por novo exame para tirar a CNH

 


O exame será válido para as categorias A e B

 

A emissão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) contará com um exame obrigatório a partir de julho de 2026. Os motoristas que desejam emitir a primeira via das categorias A e B (motos e carros) passarão por um teste toxicológico.

A medida é referente à Lei nº 15.153/2025, que garante obrigatoriedade para novos condutores de todas as categorias. Anteriormente, o Código de Trânsito Brasileiro exigia a comprovação apenas dos motoristas profissionais C, D e E.

De acordo com o governo, a medida visa garantir mais segurança no trânsito brasileiro, identificando os condutores que fazem o uso de substâncias psicoativas, que posteriormente podem ocasionar acidentes.

Como o teste toxicológico funciona?

O motorista que deseja tirar sua CNH deverá comparecer a uma clínica acreditada pelo Inmetro, seguindo as normas da ABNT NBR ISO/IEC 17025. No local, serão recolhidas amostras de queratina, encontradas em fios de cabelo, pelos e fragmentos de unha.

Após a coleta, o DNA será encaminhado para análise, onde será possível rastrear e detectar o consumo de substâncias proibidas, como anfetaminas, canabinoides (maconha), derivados de cocaína e opiáceos.

É importante ressaltar que o indivíduo deve ficar um período de aproximadamente 90 dias sem ter contato com essas drogas, pois o resultado positivo impedirá a emissão do documento no prazo de três meses, suspendendo o processo de habilitação. O exame custa uma média entre R$ 130 e R$ 180, a depender de cada cidade e laboratório, sendo custeado exclusivamente pelo condutor.

Saiba como vai funcionar o cashback da restituição automática do IR

 


Contribuinte poderá receber via Pix até o dia 15 de julho

Uma das maiores novidades da declaração do Imposto de Renda de 2026 vai impactar, curiosamente, pessoas que não prestaram contas ao fisco no ano passado.

Trata-se da restituição automática, chamada de cashback pela própria Receita Federal. 

Quem não foi obrigado a declarar em 2025 e, de acordo com cálculos da Receita Federal, teve direito à restituição de até R$ 1.000, poderá receber o dinheiro de volta em conta via Pix em um lote a ser pago no dia 15 de julho deste ano. Porém, para isso, há algumas exigências.

  • Estar com o CPF em situação regular (sem dívida ou outra pendência)
  • Estar com dados bancários atualiados, como chave Pix vinculada ao CPF
  • Não ter restrição junto à Receita Federal

A Receita Federal estima que 4 milhões de brasileiros deverão receber a restituição automática e que o valor médio de recebimento será de R$ 125.

Como saber se você está nesta lista? 

O contribuinte será avisado pelos canais oficiais da Receita Federal, como o aplicativo Meu Imposto de Renda, portal do e-CAC, portal do contribuinte ou até mesmo no site da Receita Federal (na aba consulta pública das restituições).

"Caso o contribuinte cheque que tem restituição e a Receita não tenha feito essa inclusão na base do lote residual, ele pode entrar com um recurso demonstrando que ele tinha direito, pelo e-Processo da Receita Federal, e buscar esse valor para ele de volta", explica o vice-presidente de Desenvolvimento Profissional do Conselho Regional de Contabilidade do Rio de Janeiro, Edilson Júnior.

É importante destacar que, na realidade, essa restituição se refere ao ano-calendário de 2024, ou seja, a declaração do Imposto de Renda de 2025.

Eventuais valores relativos ao ano-calendário de 2025 e à declaração de 2026 só serão pagos no ano que vem.

Edilson Júnior alerta que vale a pena o contribuinte entregar a declaração deste ano, mesmo sabendo que terá direito ao cashback não sendo obrigado a declarar. 

"Com certeza, porque quando você declara, você antecipa. Quem fez a declaração em 2025 recebeu, no ano passado mesmo, a restituição, e não só agora com o cashback. Ou seja, você deve fazer a declaração mesmo sem estar obrigado para ter esse dinheiro de volta".

O prazo para a entrega da declaração do Imposto de Renda vai até 29 de maio deste ano.

Qual é a ordem de recebimento da restituição do IRPF?

A Receita Federal estima que cerca de 23 milhões de contribuintes devem receber a restituição neste ano. Em 2026 serão quatro lotes, pagos nos dias:

  • 29 de maio
  • 30 de junho
  • 31 de julho
  • 28 de agosto

De acordo com a Receita Federal, 80% dos contribuintes devem ser restituídos nos dois primeiros lotes. A expectativa é de que até junho o dinheiro já esteja na conta.

Como é a lista de prioridades nas restituições?

Existem grupos prioritários para receber a restituição do Imposto de Renda

  • idosos com 80 anos ou mais;
  • idosos a partir de 60 anos, pessoas com deficiência ou doença grave;
  • professores cuja maior fonte de renda seja o magistério.

Depois desses grupos, passam a ter prioridade os contribuintes que utilizarem a declaração pré-preenchida e optarem por receber a restituição via Pix, com chave vinculada ao CPF.

Como saber exatamente a data em que vai receber a restituição?

É só consultar via internet, na página da Receita Federal, no aplicativo ou diretamente no site www.restituicao.receita.fazenda.gov.br.

O contribuinte precisa informar o CPF e a data de nascimento.

Mas saiba que, enquanto a declaração estiver na malha fina, não tem pagamento de restituição.

"A restituição do imposto de renda só pode ser creditada em conta corrente, conta poupança ou conta de pagamento pertencente ao CPF do titular da declaração, ou via Pix, desde que a chave seja o CPF do titular da declaração", alerta o professor do Centro Universitário UDF, Deypson Carvalho.


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Ponte de pedestre Bairro da Conceição - Itabuna

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domingo, 19 de abril de 2026

O saudoso Zequinha de Abdala e o seu bloco carnavalesco

 alhos & bugalhos

O que está acontecendo com o chocolate e o cacau no mundo


Mercado global da amêndoa migra de escassez histórica para superávit, mas a cadeia produtiva ainda digere os estragos de dois anos de crise

O mercado global de cacau vive um momento de inflexão raro: depois de atravessar o pior ciclo de escassez das últimas décadas, a commodity começa a 2026 com uma virada de roteiro. Os contratos futuros negociados em Nova York, que chegaram a ultrapassar US$ 11 mil por tonelada em abril de 2024, um recorde histórico, recuaram para pouco mais de US$ 3 mil por tonelada no fim de fevereiro de 2026. A queda ultrapassa 70% em relação ao pico. Para a indústria, o alívio é real. Para o consumidor, ainda é cedo para comemorar.

A tempestade perfeita que sacudiu o mercado do cacau começou a se formar em 2023. Uma combinação de eventos climáticos e doenças afetou a produção global, especialmente em Gana e Costa do Marfim, países que juntos respondem por cerca de 70% da oferta mundial. Com lavouras envelhecidas e baixa adoção tecnológica, a África Ocidental não conseguiu responder à demanda crescente, e os preços dispararam. O efeito chegou às prateleiras brasileiras: o preço do chocolate já havia subido 11,9% em 2024, segundo o IPCA.

A virada da oferta

O que mudou nos últimos meses foi uma combinação de fatores no lado da produção. A safra 2024/25 registrou crescimento de cerca de 11% na produção mundial, favorecida por melhores condições climáticas na África e na América do Sul, fazendo o balanço global retornar ao campo positivo, com superávit estimado em 82 mil toneladas em 2024/25 e expectativa de 287 mil toneladas em 2025/26. O Equador emergiu como protagonista dessa virada: o país registrou exportação recorde de 568 mil toneladas na última safra e projeta embarques de 600 mil toneladas em 2025/26.

No Brasil, o cenário também aponta para crescimento, ainda que modesto. Dados preliminares do IBGE indicam que, na Bahia, principal polo nacional da cultura, a previsão é de crescimento do volume produzido de cacau em 5,3% em 2026.

O problema da demanda

A queda nos preços futuros, porém, esconde uma realidade incômoda: boa parte do reequilíbrio do mercado não veio da recuperação da oferta, mas do colapso da demanda. A moagem, considerada um termômetro do consumo industrial, apresentou queda significativa nos principais centros. Na Europa, o volume processado caiu 5,9% em 2025, atingindo o menor nível desde 2015. No Brasil, a retração foi ainda mais severa: a moagem recuou 14,6% em 2025.

Segundo analistas, a demanda global segue enfraquecida após os preços praticamente triplicarem em 2024. O encarecimento levou fabricantes de chocolate a reformular produtos e reduzir o tamanho das embalagens, o que resultou em acúmulo de estoques não vendidos na África Ocidental. Em outras palavras: o mercado voltou ao equilíbrio mais pela desistência do consumidor do que pela abundância do produto.

O chocolate mais barato ainda não chegou

A pergunta que mais interessa ao consumidor final, que é quando o preço das barras de chocolate vai cair, não tem resposta rápida. As empresas ainda estão liquidando estoques adquiridos no auge da crise. A Nestlé, fabricante do Kit Kat, afirmou que, embora as recentes mudanças nos preços sejam encorajadoras, ainda é muito cedo para comentar sobre mudanças específicas. A Hershey esperava que alguma “deflação” começasse a ocorrer apenas mais para o final de 2026.

O dado mais revelador do descompasso entre o mercado futuro e o bolso do consumidor é este: em fevereiro de 2026, a inflação do chocolate no Brasil atingiu 26,4% em 12 meses, bem acima do índice geral de preços. Os grãos mais baratos ainda estão percorrendo a cadeia de suprimentos, e as indústrias não têm pressa em repassar a queda quando ainda podem escoar estoques caros.

Riscos que persistem

Mesmo com o superávit projetado, especialistas alertam que a tranquilidade pode ser ilusória. Anna Paula Losi, presidente executiva da Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC), destaca que extremos climáticos continuam impactando fortemente a cultura do cacau, e que esse quadro pode mudar de uma hora para outra. A concentração geográfica da produção é o principal ponto frágil: a África Ocidental ainda responde por mais de 70% da oferta mundial, e o mercado permanece sensível a oscilações climáticas e revisões de safra.

Além disso, Gana reduziu o preço pago ao produtor em 28,6%, enquanto a Costa do Marfim cortou quase 60%, acompanhando a queda das cotações internacionais. Movimentos que podem desmotivar investimentos nas lavouras e preparar o terreno para um novo ciclo de escassez no médio prazo.

O horizonte

O mercado de cacau em 2026 é o de uma indústria que sobreviveu a um choque severo e agora tenta recalibrar. O Itaú BBA avalia que o mercado global entrou em transição para um novo ciclo, marcado pela saída de um período de escassez para um cenário de recomposição da oferta, mas com o ajuste ocorrendo principalmente via retração da demanda. Para a commodity voltar a crescer de forma sustentável, será preciso mais do que preços em queda. Segundo a AIPC, tecnologia, novos produtos, novos usos e acesso a mercados internacionais são fundamentais para que o crescimento da oferta se traduza em demanda real.

Por ora, o chocolate mais barato segue sendo uma promessa. Pode ser real no mercado futuro, mas ainda distante das gôndolas dos supermercados. Fonte: https://agroemcampo.ig.com.br/

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 O saudoso Zequinha de Abdala e o seu bloco carnavalesco

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sábado, 18 de abril de 2026

PREFEITURA DE COARACI ABRE INSCRIÇÕES EM CONCURSO PARA MÉDICOS

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Ex-prefeito de Ilhéus, Marão deve devolver R$ 1,5 milhão após decisão do TCU


 

Ex-prefeito de Ilhéus não teria comprovado correta aplicação dos valores repassados pelo governo federal

 

O ex-prefeito de Ilhéus (sul da Bahia) e pré-candidato a deputado estadual, Mário Alexandre, mais conhecido como Marão (Avante), foi condenado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) a devolver o valor de R$ 1.589.000, com acréscimo de juros e correção monetária.

Ele teve rejeitadas as contas da gestão relacionadas ao uso de recursos federais destinados a Ilhéus para ações emergenciais após as chuvas de abril de 2023. Naquele período, alagamentos deixaram mais de 400 pessoas desalojadas e desabrigada.


O Tribunal apontou falhas na prestação de contas e determinou a devolução do montante após o gestor ilheense não comprovar a correta aplicação dos valores repassados. O ex-prefeito não apresentou defesa ao TCU e foi condenado à revelia.

Multa e prazo

Além disso, a Corte também aplicou multa de R$ 190 mil, autorizando a cobrança judicial das dívidas caso não haja pagamento no prazo de 15 dias.

Na mesma decisão, o Tribunal determinou ao Banco do Brasil o recolhimento de eventual saldo existente em conta específica da Prefeitura de Ilhéus vinculada à transferência dos recursos.

A decisão também será comunicada à Procuradoria da República no Estado da Bahia e ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.

Quem é Marão?

Mário Alexandre é um médico ortopedista e ex-prefeito de Ilhéus, alvo de investigações da Polícia Federal (PF) pelos seguintes casos:

·         suposta corrupção;

·         lavagem de dinheiro;

·         e fraude em licitações.

Ele é suspeito de liderar um esquema que teria desviado recursos da saúde e educação, com contratos superiores a R$ 45 milhões.


Em 2026, ele vai concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba). Ele vai tentar manter o espaço atualmente ocupado pela esposa, a deputada Soane Galvão (Avante), que vai abrir mão da reeleição em favor do marido.

PREFEITURA DE COARACI ABRE INSCRIÇÕES EM CONCURSO PARA MÉDICOS


A Prefeitura de Coaraci, no sul da Bahia, está com inscrições abertas para o concurso público que visa o preenchimento de 29 vagas para cargos de nível superior na área de saúde. As oportunidades são para médicos de diferentes especialidades. O salário pode chegar a R$ 6.685,70, mais benefícios e gratificações.

As vagas são para cardiologista, clínico geral, médico do trabalho, geriatra, ginecologista, neurologista, neuropediatra, pediatra, médico plantonista, psiquiatra, ultrassonografista e urologista. Os contratados terão que cumprir jornadas que variam de 20 a 40 horas semanais. 

O prazo do concurso será de dois anos e poderá ser renovado por igual período.

As inscrições devem ser feitas pelo site www.objetivas.com.br até o dia 6 de maio. Os candidatos terão que responder a questões de Língua Portuguesa, Conhecimentos Gerais, Legislação e Conhecimentos Específicos. A taxa de inscrição é de R$ 150,00. A prova objetiva do concurso será no dia 14 de junho. Será exigida ainda prova de títulos para os aprovados na primeira etapa. Acesse aqui a página do

Cupuaçu é o novo ‘chocolate sem cacau’, diz Diego Badaró, da quinta geração de produtores baianos de cacau

 


Guloseima produzida por empresa brasileira de orgânicos chega às receitas de chocolatier em Londres

O Globo - Os puristas podem até ficar horrorizados — afinal, chocolate sem cacau não é chocolate. como for, a guloseima feita à base de cupuaçu produzido pela brasileira Amma, firma de um herdeiro da cultura de cacau na Bahia, parece uma barra de chocolate, foi adotada pelo chocolatier Marc Demarquette e ganhou matéria no “The Guardian”, que ensina a pronúncia: “coo-poo-asoo”.

A Amma, que se dedica a produzir alimentos orgânicos, já ganhou uma série de prêmios internacionais com seus chocolates, conforme o jornal inglês, que destaca ainda que a barra de cupuaçu é um produto gourmet. Seu fundador é Diego Badaró, da quinta geração de produtores baianos de cacau, que descreveu o produto como “uma combinação entre frutas e a floresta”, explicando que por ser uma fruta tropica, o cupuaçu é doce e ácido ao mesmo tempo. “A barra tem esta combinação, com notas de amêndoas e terra.”

As duas plantas, cupuaçu e cacau, são da mesma família, e os frutos passam por processamento similar. Nas barras da Amma, a concentração de cupuaçu é de 80%.

Marc Demarquette não se importa com a questão sobre o nome dado ao produto. “Sempre trabalho com qualquer coisa saborosa”, disse ele ao “Guardian”. “Se é chocolate, ou doce, ou confeito, vou deixar para os especialistas... Para mim, tem mais a ver com a experimentação, a descoberta de coisas novas.”

De acordo com o “Guardian”, Demarquette combina as barras do “chocolate” (de cupuaçu) com manteiga, creme e mel. Daí, faz uma cobertura com chocolate (de cacau). “É mais difícil trabalhar com as barras de cupuaçu que com o chocolate normal porque elas têm muito mais gordura natural”, explicou os especialistas. “O alto teor de gordura dá uma tendência a aflorar como uma cobertura branca que aparece na superfície. Então a cobertura de chocolate dá um acabamento brilhante e adorável.”

Por sua vez, Diego Badaró disse ao jornal inglês que sempre se interessou pelas espécies da família do cacau. “Estou trabalhando num mapeamento, para entender todos os seus sabores.”

 

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Missa Dominical na Matriz do Sagrado Coração de Jesus

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