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Estado autoriza pavimentação da estrada entre Uruçuca e Serra Grande para fortalecer desenvolvimento regional
Na tarde da última terça-feira (17), o governador Jerônimo Rodrigues esteve no distrito de Serra Grande, no município de Uruçuca, para realizar entregas na área de infraestrutura e participar do Carnaval da cidade, localizada no litoral sul da Bahia. Durante a agenda, o governador entregou uma ambulância ao município e autorizou o início da licitação para a pavimentação asfáltica de 38 km da BA-653, no trecho que liga a sede ao distrito, conhecido como “Veia da Mata Atlântica”.
“Saímos do Carnaval de Salvador para acompanhar o Carnaval do interior da Bahia. Além disso, autorizei a abertura da licitação de uma estrada muito importante, com quase 40 quilômetros de asfalto, ligando a sede ao distrito de Serra Grande, uma região litorânea estratégica para o turismo e para a economia. No sábado (21), a publicação da licitação estará no Diário Oficial”, destacou o governador.
“Há muitas empresas aqui, a hotelaria está em expansão, e podemos avançar ainda mais com o apoio do governador e a melhoria da estrada”, comemorou Denilson de Oliveira, morador de Uruçuca
Aberta há 28 anos para garantir o acesso ao Parque Estadual da Serra do Conduru, a estrada que liga Uruçuca a Serra Grande já conta com projeto pronto, segundo o secretário de Infraestrutura, Saulo Pontes. “Com a pavimentação, será possível impulsionar ainda mais esse polo turístico. Também é importante destacar a agricultura familiar, pois a melhoria da via vai assegurar, inclusive no período de chuvas, o escoamento da produção para as feiras de Uruçuca e de municípios vizinhos”, ressaltou.
Durante a programação, Jerônimo Rodrigues plantou uma muda de pau-brasil como parte do Programa Planta Bahia, iniciativa que integra o Bahia Mais Verde e busca conscientizar a população sobre a importância do reflorestamento e da preservação dos recursos naturais. Para encerrar a agenda, o governador visitou o Mirante Serra Grande.
MINISTÉRIO DA SAÚDE DESCREDENCIA FARMÁCIAS DO SUL DA BAHIA DO PROGRAMA FARMÁCIA POPULAR
Ministério da Saúde descredenciou farmácias e drogarias de diversos municípios da Bahia do Programa Farmácia Popular do Brasil, após constatar o descumprimento da exigência de renovação periódica do credenciamento. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União e faz parte de um despacho nacional que atingiu estabelecimentos em vários estados.
Segundo informações do Blog Pimenta, no sul da Bahia foram retiradas do programa a Drogaria São Paulo, em Itabuna; a Idenildo Souza de Una, no município de Una; e a KJS Comercial de Produtos Farmacêuticos, de Ibirapitanga. Já no sudoeste baiano, a medida atingiu a Farmácia Moderna, em Vitória da Conquista.
O descredenciamento também alcançou unidades da rede Pague Menos em Eunápolis, no extremo-sul, e em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador. Além dessas, a lista inclui estabelecimentos localizados nos municípios de Iaçu, Sebastião Laranjeiras, São Gabriel e Rafael Jambeiro.
Criado para ampliar o acesso da população a medicamentos gratuitos ou com descontos, o Farmácia Popular é voltado principalmente ao tratamento de doenças crônicas como hipertensão, diabetes e asma. Com o descredenciamento, os estabelecimentos deixam de ofertar os produtos e serviços vinculados ao programa, o que pode afetar o atendimento em algumas localidades.
Em nota, o Ministério da Saúde explicou que a retirada do credenciamento ocorre quando as empresas não cumprem exigências administrativas previstas na regulamentação vigente, a exemplo da renovação dentro dos prazos estabelecidos. O órgão reforçou que o procedimento segue critérios técnicos e legais e integra uma relação nacional de farmácias excluídas do programa.
UESC abre inscrições para curso de capacitação em tecnologias para produção do cacau
A Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), localizada em Ilhéus (BA), abriu inscrições para o curso de Capacitação em Tecnologias para produção do cacau, voltado a profissionais que desejam aprofundar conhecimentos técnicos aplicados à cultura cacaueira.
O curso está programado para ocorrer entre 23 de março e 17 de julho de 2026, com uma proposta que combina teoria em sala de aula e atividades práticas em campo. Ao todo, são oferecidas 40 vagas, exclusivas para graduados em Agronomia ou áreas afins reconhecidas pelo MEC.
A formação está dividida em cinco módulos temáticos, cada um com 40 horas-aula (20 teóricas + 20 práticas), proporcionando aos estudantes uma experiência de aprendizado aplicada à realidade produtiva.
Os módulos contemplam:
· Manejo de Solo, Fertilidade e Recomendações de Adubação
· Escolha de Materiais Genéticos e Técnicas de Produção e Propagação
· Produção, Condução e Manejo de Pragas e Doenças
· Beneficiamento, Pós-Colheita, Fermentação, Secagem e Armazenamento
· Gestão Integrada da Propriedade
As aulas teóricas serão ministradas nas instalações da UESC, enquanto a parte prática será realizada em propriedades parceiras da região cacaueira, com uma semana de campo por mês, fortalecendo a conexão entre o conteúdo técnico e a prática produtiva real.
Os interessados podem se inscrever gratuitamente até 8 de março de 2026, por meio deste formulário online. A seleção considera os pré-requisitos indicados no edital oficial, como a formação superior em curso reconhecido pelo MEC.
O curso se destaca pela abordagem abrangente, contemplando desde a fertilidade do solo e escolha de materiais genéticos, até temas estratégicos como pós-colheita e gestão integrada da propriedade, essenciais para ampliar a eficiência e sustentabilidade da produção cacaueira.
Entre extremos: como o ciclo recente redefiniu as regras do mercado de cacau
O mercado global de cacau atravessa um dos períodos mais emblemáticos de sua história recente. Em um intervalo relativamente curto, o setor saiu de uma escalada histórica de preços, impulsionada por déficits severos de oferta, para um movimento de correção acentuada. Esse ciclo de boom e bust não apenas alterou as cotações, como também está redesenhando estruturas tradicionais de negociação, gestão de risco e formação de preços em toda a cadeia produtiva.
Durante o rali, uma combinação de fatores adversos na África Ocidental, sobretudo na Costa do Marfim e em Gana, responsáveis por mais de 60% da produção mundial, reduziu drasticamente a oferta. Eventos climáticos extremos, avanço de doenças nas lavouras, envelhecimento dos cacaueiros, menor uso de insumos diante do aumento de custos e gargalos logísticos agravaram o quadro. Com menos produto disponível, os preços atingiram níveis recordes, pressionando a indústria e alterando o comportamento de compradores e traders.
Esse movimento expôs a fragilidade de um modelo historicamente baseado em oferta relativamente previsível e demanda estável. Moageiras e fabricantes de chocolate, acostumadas a operar com estratégias tradicionais de hedge e contratos de longo prazo, passaram a enfrentar margens comprimidas, renegociações contratuais e, em diversos momentos, a redução do processamento.
Com os sinais recentes de recuperação de safra, melhora nas condições climáticas e enfraquecimento da demanda em alguns mercados consumidores, o setor começa a vivenciar a outra face do ciclo: a pressão baixista. O acúmulo de estoques, o recuo das moagens e a maior resistência da indústria em pagar prêmios elevados têm trazido as cotações para baixo, indicando que o mercado entrou em uma nova fase de ajuste.
Mais do que uma simples oscilação de preços, esse processo está reescrevendo antigas regras do jogo. O cacau deixa de ser uma commodity de movimentos previsíveis e passa a apresentar uma volatilidade estrutural mais elevada, respondendo de forma sensível a fatores como clima, crédito ao produtor, política agrícola e dinâmica da demanda. Ao mesmo tempo, as estratégias tradicionais de hedge já não oferecem a mesma proteção diante de variações extremas e rápidas, enquanto os prêmios de origem e os diferenciais entre o mercado físico e os contratos futuros assumem papel central nas negociações. Paralelamente, a indústria se mostra mais seletiva, ajustando formulações, reduzindo a moagem e repassando custos ao consumidor final sempre que possível.
Para os produtores, o novo cenário combina oportunidades e riscos. Picos de preços elevam a renda em determinados momentos, mas a volatilidade dificulta o planejamento, a previsibilidade de caixa e o acesso ao financiamento. Para a indústria, a palavra-chave é adaptação, seja por meio de inovação, gestão mais ativa de risco ou diversificação de origens.
O fato é que o cacau entrou em uma nova era. O ciclo recente deixou claro que os antigos padrões de previsibilidade ficaram para trás. O mercado agora responde a uma combinação mais complexa de fatores climáticos, financeiros e estruturais. Entender essa transformação deixou de ser um diferencial e passou a ser uma necessidade para todos os elos da cadeia.
Fonte: mercadodocacau com informações bloomberg
MEC ABRE PRÉ-INSCRIÇÃO PARA BOLSAS DO PÉ-DE-MEIA LICENCIATURAS 2026
O Ministério da Educação (MEC) iniciou onteontem (17) o período de cadastramento de currículo e pré-inscrição para o programa Pé-de-Meia Licenciaturas 2026. Segundo a pasta, os interessados devem se inscrever exclusivamente pela Plataforma Freire, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), conforme orientações disponíveis em tutorial oficial.
Nesta edição, o programa prevê a concessão de até 12 mil bolsas, de acordo com critérios adicionais de ocupação de vagas definidos em edital. Podem participar candidatos que obtiveram nota igual ou superior a 650 no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e foram aprovados em cursos presenciais de licenciatura por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), do Programa Universidade para Todos (Prouni) ou do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
A iniciativa concede bolsa mensal de R$ 1.050. Desse total, R$ 700 podem ser sacados imediatamente pelo estudante, enquanto R$ 350 serão depositados em uma poupança vinculada ao programa.
O valor acumulado na poupança poderá ser sacado caso o bolsista ingresse como professor em uma rede pública de ensino em até cinco anos após a conclusão do curso de licenciatura, conforme as regras estabelecidas pelo MEC.
Persona do Dia
Dia De
Santo do Dia
Pensamento do Dia
Casos e Causos
Tentativas e erros
Certa vez, o então governador Luiz Antônio Fleury chegou a Barretos (SP) e logo um garoto o chamou de “Fernando Henrique”. Bem humorado, ele avisou que não era FHC e o garoto falante se corrigiu, mencionando outro adversário do governador:
“Você é o Quércia!” Diante do espanto de Fleury, o menino se entregou: “Já sei, já sei quem você é!” E afirmou, sem hesitar: “Você é o Suplicy!”
Charge do Dia
Priskas Eras



