O impacto do mercado financeiro internacional sobre o preço do cacau será tema de um encontro técnico nesta quarta-feira (18), a partir das 9h, no auditório da sede regional da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), no quilômetro 22 da Ilhéus-Itabuna. O evento terá palestra do engenheiro agrônomo Antônio Cesar Costa Zugaib, professor do Departamento de Economia da Universidade Estadual de Santa Cruz, com o tema Presente e Futuro da Cacauicultura Brasileira.
A palestra vai abordar a influência de contratos futuros vinculados ao Bloomberg Commodity Index na formação do preço do cacau. A proposta é explicar como essas operações afetam produtores, pesquisadores e empresas da cadeia do chocolate, além de apresentar análises e possíveis caminhos para o setor.
Antônio Zugaib atua na área de agronegócio e possui formação em Comércio Exterior, Economia Rural e Cooperativismo, além de experiência técnica em instituições ligadas à produção agrícola.
O encontro tem apoio de diversas entidades, entre elas a Associação Nacional dos Produtores de Cacau, a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural e a Associação dos Municípios do Sul, Extremo-Sul e Sudoeste da Bahia, além da Prefeitura de Ilhéus. A atividade será aberta a produtores, estudantes e profissionais interessados no futuro da cacauicultura.
Mais cacau: Câmara define votação de novas regras para chocolate
Mudança é tratada como prioridade para a Bahia
A fabricação de produtos derivados de cacau no Brasil deve ganhar regras mais rígidas nos próximos meses. Isso porque o regime de urgência estabelecido na proposta avançou na Câmara dos Deputados.
“É um projeto que a urgência já foi aprovada e o mérito deverá ser votado amanhã. É um projeto que trata sobre o preestabelecimento dos indíces do cacau e do chocolate, também da informação desse indíce para os consumidores”, disse Motta.
O novo projeto, relatado pelo deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA) na Câmara, quer elevar o padrão do produto que seja considerado chocolate pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
O que trata o projeto de lei?
·Mais cacau no chocolate: O projeto exige um mínimo de 35% de sólidos totais de cacau para que o produto seja classificado como chocolate (amargo ou meio amargo). Hoje, o regulamento atual exige apenas 25%.
·Rótulos mais claros: As empresas serão obrigadas a destacar o percentual total de cacau na embalagem de forma visível.
·Direito à informação: A medida se baseia no Código de Defesa do Consumidor, combatendo produtos que levam muito açúcar e gordura, mas pouco fruto na composição.
Pauta prioritária: reunião em Salvador acelerou projeto na Câmara
“Estive recentemente na Bahia, mais precisamente na semana passada, e lá fui cobrado pela bancada baiana e o governador Jerônimo. Nós estamos levando a pauta para Câmara nesta semana”, declarou o presidente.
Cacau fortalecido
Durante conversa com os jornalistas, Motta também destacou a importância de fortalecer a considerada joia branca do país e defendeu a proposição, de autoria do senador Zequinha Marinho (Podemos-TO).
“É um projeto que protege a produção nacional do cacau que, hoje, graças as últimas evoluções das pesquisas do Brasil, tem voltado com muita força. Nós queremos ajudar para que economicamente o cacau brasileiro possa estar sempre fortalecido e viabilizado”, concluiu.
De onde vem a proposta?
O texto atual, de autoria do senador Zequinha Marinho, resgata uma ideia iniciada pela à época senadora Lídice da Mata (PSB). Na justificativa, o parlamentar diz que a intenção do projeto é proteger o consumidor e valorizar a produção de cacau, incentivando a indústria a entregar produtos mais saudáveis e autênticos.
O Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria da Educação (SEC), liberou, neste domingo (15), o crédito do Programa Bolsa Presença referente ao mês de março. Ao todo, 366.821 estudantes da rede estadual baiana estão aptos a receber o benefício, cujo investimento é de mais de R$ 51 milhões.
A iniciativa reforça o compromisso do Estado com a garantia do direito à educação, ao incentivar a permanência dos estudantes na escola e apoiar famílias em situação de vulnerabilidade social. O Bolsa Presença é direcionado aos alunos matriculados na rede estadual que mantêm frequência regular e participação nas atividades escolares.
Cada família beneficiária recebe R$ 150 mensais, com acréscimo de R$ 50 por estudante a partir do segundo aluno matriculado e assíduo, o que contribui para a continuidade dos estudos e o fortalecimento do vínculo entre escola e comunidade. Os valores são creditados mensalmente, em todo dia 15. Para assegurar o recebimento do benefício sem intercorrências é fundamental que os dados cadastrais das famílias estejam atualizados.
Instituído pela Lei nº 14.310/2021 e consolidado como política permanente pela Lei nº 14.396/2021, o Bolsa Presença segue como uma das principais ações do Governo da Bahia para combater a evasão escolar e promover a inclusão educacional.
A Secretaria da Administração do Estado da Bahia (Saeb) esclarece que os pagamentos mencionados na imprensa não dizem respeito a contratação nem a qualquer relação direta do Estado com o Banco Master.
Os valores registrados no Portal da Transparência decorrem de operações de antecipação de crédito realizadas por livre decisão de servidores da Educação com direito ao recebimento de precatórios do Fundef, nos termos da Emenda Constitucional 114/2021, aprovada pelo Congresso Nacional. A legislação autoriza que esses beneficiários antecipem o valor a receber junto a instituições financeiras credenciadas, por meio da cessão do direito de crédito, sem participação do Estado na negociação. Nesses casos, cabe ao Estado apenas efetuar o pagamento das parcelas previstas no acordo, destinando os valores à instituição que passou a ser titular do crédito por escolha do próprio servidor.
No caso citado, o banco mencionado foi regularmente credenciado e autorizado pelos servidores a receber esses valores. O credenciamento é público, segue critérios de controle externo e continua aberto a outras instituições que atendam às exigências legais. Esse procedimento, previsto em lei, também é adotado em outros estados.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu em liminar assinada nesta segunda-feira (16) acabar com a aposentadoria compulsória como punição a magistrados condenados administrativamente por irregularidades no exercício do cargo.
“Não existe mais aposentadoria compulsória como ‘punição’ a magistrados, em face da Emenda Constitucional 103 (Reforma da Previdência). Infrações graves de magistrados devem ser punidas com a perda do cargo”, propôs o ministro como tese de julgamento”.
A decisão é monocrática e deverá ainda ser analisada pelo próprio Supremo, que decidirá se a mantém ou não. Ainda não há data nem prazo para que isso ocorra.
Dino tomou a decisão em uma ação aberta por um magistrado que foi punido com a aposentadoria compulsória pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ). Entre as irregularidades estavam a liberação de bens bloqueados sem parecer do Ministério Público e demora deliberada em processos para beneficiar policiais militares milicianos.
Persona do Dia
Dia De
Santo do Dia
Pensamento do Dia
Casos e Causos
Deputado plural
O falecido deputado Luiz Eduardo Magalhães (PFL-BA) presidia as sessões da Câmara com instantes de bom humor. Certa vez, ele se dirigiu assim ao deputado Fernando Gabeira (RJ), na época o único representante do PV:
- Deputado, use a palavra para orientar sua bancada!
- Presidente – respondeu Gabeira – minha bancada sou apenas eu, uma pessoa muito dividida. Nem sempre posso me orientar bem.
Priskas Eras
Acontecido no Rio de Janeiro/Ditadura Militar
Publicação simultânea: correioitajuipense.blogspot.com – academiaalcooldeitajuipe.blogspot.com e correioitajuipensedenoticias.blogspot.com (Tribuna do Almada é notícias).“Vou Afiar a Agulha e Bater o Martelo! Ponto.
Itajuípe: Vereadores Pádua Galo e Mateus Mattos reclamam da falta de publicidade institucionais das ações do município
Durante sessão na Câmara de Vereadores, os vereadores Pádua Galo e Mateus Mattos. afirmaram que as ações da Prefeitura não estão sendo divulgadas como deveriam. Segundo eles, a população não sabe o que está sendo feito pelo governo municipal.
Os vereadores defenderam mais divulgação nas redes sociais, rádios e canais de comunicação, para mostrar as ações da gestão do prefeito Léo da Capoeira.
Mas a fala levantou uma pergunta que agora circula nas ruas da cidade:
Se falta divulgação, por que a Prefeitura já possui um contrato
de R$ 420 mil para publicidade institucional?
Documentos oficiais mostram que o município firmou contrato com empresa de publicidade nesse valor para serviços de propaganda.
Enquanto esse debate acontece na Câmara, moradores relatam outra realidade:
• Postos de saúde sem estrutura
• Falta de medicamentos
• Ruas esburacadas
• Estradas vicinais intrafegáveis
Escolas precisando de manutenção
Diante desse cenário, cresce o questionamento da população: Falta divulgação ou falta resultado do dinheiro já gasto?
Porque para muitos moradores de Itajuípe, governar não é fazer propaganda.
Governar é cuidar das pessoas. Do.:TV Livre Bahia – Jornalismo independente.
A reeleição do deputado estadual Pancadinha (Solidariedade) passou a ser vista com cada vez mais desconfiança nos bastidores da política do sul da Bahia. O parlamentar, que já foi tratado como um nome em ascensão na região, hoje enfrenta um cenário de esvaziamento político, perda de aliados e incerteza partidária.
Desde a derrota na eleição de Itabuna, em 2024, Pancadinha não conseguiu mais recompor integralmente seu grupo. Pelo contrário. Lideranças que estiveram ao seu lado na disputa municipal foram se afastando, abrindo fissuras em sua base e reduzindo sua força política justamente em seu principal reduto eleitoral.
O problema não para em Itabuna. Na região, o deputado encontra dificuldades para atrair apoios consistentes de prefeitos e lideranças com densidade eleitoral. Sem uma rede sólida de sustentação fora da cidade, sua caminhada para 2026 ficou mais estreita.
Para piorar, o Solidariedade pode deixar a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e migrar para a órbita de ACM Neto (UB). A eventual mudança de palanque tende a embaralhar ainda mais o jogo de Pancadinha, que já não vive um momento de estabilidade política.
Entre aliados e adversários, a leitura é praticamente a mesma: Pancadinha entrou em zona de risco. E, na política, quando um mandato passa a depender mais de rearranjo do que de expansão, o sinal de alerta já está aceso.
Texto: Políticos Sul da Bahia.
A Câmara dos Deputados fará homenagem aos 69 anos da CEPLAC
Atendendo a solicitação da Deputada Elisangela Araújo (PT-Bahia), a Câmara dos Deputados realizará na próxima terça-feira (17), sessão especial em comemoração aos 69 anos de criação da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (CEPLAC).
A sessão acontecerá no Plenário da Câmara dos Deputados, tendo inicio previsto para às 09:00 horas.
CEPLAC
A Comissão Executiva de Planejamento do Cultivo de Cacau (CEPLAC) é um órgão do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Ela atua em seis estados do Brasil: Bahia, Espírito Santo, Pará, Amazonas, Rondônia e Mato Grosso.
Criada em 20 de fevereiro de 1957, época em que a economia do cacau atravessava uma grave crise, a Comissão teve como foco inicial o apoio às plantações de cacau. Desde a sua criação, a CEPLAC acumulou muitas conquistas, graças ao seu modelo operacional integrado, no qual uma única agência desenvolve atividades de pesquisa, extensão rural e educação agrícola. Entre essas conquistas, destacam-se:
·Aumento da produção nacional de cacau em 310%, comparando os períodos de 1960/65 a 1980/85;
·Aumento da produtividade do cacau de 485 lb/ha, em 1962, para 1631 lb/ha;
·Geração, através do Programa de Expansão da Produção de Cacau – PROCACAU, de 80.000 empregos diretos.
Atualmente, diante de um novo cenário nacional e global, a CEPLAC está redirecionando sua missão para enfrentar novos desafios. A prioridade atual é a recuperação da economia regional, com ênfase no combate à vassoura-de-bruxa, doença que está dizimando os cultivos de cacau, deixando mais de duzentos mil desempregados e causando danos irreparáveis à natureza. A CEPLAC também fomenta a diversificação vertical e horizontal das atividades agrícolas, com apoio à implantação de agroindústrias e ao plantio e/ou expansão de novas culturas. Por fim, a Comissão também executa ações voltadas à conservação ambiental, por meio de parcerias com organizações públicas e não governamentais, que visam desenvolver atividades agroindustriais sustentáveis e fomentar a preservação dos remanescentes florestais inseridos em dois dos ecossistemas mais estratégicos do Brasil: a Floresta Amazônica e a Mata Atlântica.
TCM prorroga prazo para resposta ao Questionário de Desconto em Folha dos RPPS
O Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA), através da sua Superintendência de Controle Externo, decidiu prorrogar até 31 de março o prazo para o encaminhamento da resposta ao questionário sobre Desconto em Folha dos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS).
Durante o processo de acompanhamento, o Tribunal identificou que 20 gestores e entidades ainda não haviam respondido o questionário. Em razão disso, todos foram notificados por meio de comunicação encaminhada por e-mail, contendo orientações para acesso ao questionário e envio das informações solicitadas.
O TCM-BA reforça a importância de que os responsáveis observem o novo prazo estabelecido, garantindo o envio das informações relativas aos descontos em folha vinculados aos RPPS municipais, medida que contribui para o fortalecimento do controle externo e para a transparência na gestão previdenciária dos municípios baianos.
Em caso de dúvidas, os responsáveis podem entrar em contato com os canais oficiais de atendimento do Tribunal.
CNPJ terá números e letras a partir de Julho
Diante do crescimento contínuo do número de empresas e do iminente esgotamento dos números de CNPJ disponíveis, a Receita Federal do Brasil lança o CNPJ Alfanumérico. Essa solução tem como objetivo facilitar a identificação de todas as empresas e aprimorar o ambiente de negócios, contribuindo para o desenvolvimento econômico e social do Brasil.
O CNPJ Alfanumérico será atribuído, a partir de Julho de 2026, exclusivamente a novas inscrições. Os números de CNPJ já existentes não sofrerão nenhuma alteração, ou seja, quem já está inscrito no CNPJ permanecerá com o seu número válido!
Persona do Dia
Dia De
Santo do Dia
Pensamento do Dia
Casos e Causos
Ursicino, o humor
Ursicino Queiroz, médico, prefeito de Santo Antônio de Jesus, líder do grupo Jacú, que duelava com o Beija-Flor do também ex-prefeito Renato Machado, tinha um estilo bem visível, sempre estrilando bom humor por onde andava, o tempo todo.
Ele foi depois deputado federal e conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, sempre carregando o mesmo jeito. E eis que lá um dia, em visita ao bairro de São Benedito, em Santo Antônio, entrou numa mercearia para lanchar, avisou aos acompanhantes.
– Olhem vocês a regra do ‘comecom’, a de comer comedido, uma lei nossa.
Todo mundo entrou, se fartou, ele chegou no caixa, pagou a conta, na hora do troco, a moça falou:
– Dr. Ursicino, eu vou ter que ficar lhe devendo 20 centavos...
E ele:
– Peraí, minha filha, não é assim não. Eu vou chamar o tabelião, registrar em cartório e você assina, ok?
A moça entrou no rolê:
– Eu só espero que o senhor não me cobre juros.
Gargalhada geral. Por: Levi de Vasconcelos
Priskas Eras
Deu bode em Pirangi
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Marcone Amaral figura como indespontado para disputar uma vaga na ALBA
De acordo com a perspectiva eleitoral para as eleições estaduais de 2026, para a Assembleia Legislativa do Estado da Bahia (ALBA), o nome do (ex) Deputado Estadual Marcone Amaral, não desponta com força política para se reeleger.
Na avaliação há uma nova leva de pré-candidatos que chega ao tabuleiro com musculatura política, base regional e chances reais de vitória.
Na lista dos nomes que despontam com mais força aparecem Elinaldo, Luciano Pinheiro, Denise Menezes, Andréa Castro, Dr. Pitágoras, Vilma Reis, João de Furão, Penélope de Belitardo, Rowenna, Jânio Natal Júnior, Igor Dominguez, Léo de Neco, Suzy de Coité, Carlinhos Sobral, Thiago Gileno, Quinho, Silva Neto, Wagner Alves e Cintia de Marabá.
A leitura nos bastidores é que 2026 deve abrir espaço para uma renovação relevante na Alba, impulsionada por ex-prefeitos, secretários, lideranças regionais e nomes apadrinhados por grupos políticos já consolidados. Em eleição proporcional, não basta só intenção: estrutura, base e articulação contam — e muito.
Alguns desses nomes já estão em campo há algum tempo. Outros ainda ajustam o discurso e ampliam conversas. Mas a verdade é que o tabuleiro começou a se mexer cedo, e há uma fila de pré-candidatos tentando transformar força política regional em voto de verdade.
Mercado de cacau entra em consolidação após nova rejeição na faixa de US$ 3.500
O mercado internacional de cacau voltou a registrar movimento de queda após mais uma tentativa frustrada de rompimento da região de resistência próxima a US$ 3.500 por tonelada. A incapacidade de superar esse patamar nas últimas sessões acabou acionando ordens automáticas de venda, pressionando as cotações e mantendo o mercado em um cenário de consolidação técnica.
No pregão mais recente da bolsa de Nova York, o contrato maio encerrou cotado a US$ 3.315 por tonelada, registrando queda de US$ 114 no dia. Durante a sessão, os preços oscilaram entre a mínima de US$ 3.237 e a máxima de US$ 3.434, refletindo a volatilidade típica de um mercado que ainda busca definir sua direção de curto prazo.
A movimentação contou com 16.358 negócios realizados, somando um volume total de 39.901 contratos negociados. O interesse em aberto, indicador que mede o número de posições ativas no mercado, apresentou aumento de 1.076 contratos, atingindo 190.649 contratos, sinalizando que novos participantes continuam entrando no mercado mesmo em meio ao período de ajuste das cotações.
Outro fator monitorado pelos investidores são os estoques certificados da Intercontinental Exchange (ICE) nos portos dos Estados Unidos. Os dados mais recentes apontam aumento de 22.577 sacas, elevando o volume total para 2.251.404 sacas, reforçando a percepção de maior disponibilidade física no curto prazo.
Do ponto de vista técnico, o RSI (Índice de Força Relativa) do cacau está próximo de 45%, indicando um mercado relativamente equilibrado, sem sinais claros de sobrecompra ou sobrevenda.
No mercado físico de entrega da bolsa, não houve novas entregas registradas no último pregão, mantendo o total acumulado em 793 contratos.
Para os analistas técnicos, o mercado segue operando dentro de uma faixa bem definida. As principais resistências permanecem nas regiões de US$ 3.500 e US$ 3.800, enquanto os suportes mais relevantes estão situados entre US$ 3.100 e US$ 2.800 por tonelada. O comportamento dos preços nessas zonas será determinante para definir os próximos movimentos do mercado.
No cenário macroeconômico, o câmbio também segue sendo observado pelos agentes do setor. O contrato futuro de dólar com vencimento em 31 de março de 2026 está cotado em R$ 5,28, variável que influencia diretamente a formação de preços do cacau nos países produtores e exportadores.
Com o mercado ainda pressionado por expectativas de oferta mais confortável e demanda global moderada, o cacau permanece em um período de ajuste técnico, enquanto investidores aguardam novos sinais fundamentais capazes de definir a tendência das próximas semanas.
Fonte: mercadodocacau
Visto negado por Lula a assessor de Trump repercute no mundo
A decisão do governo brasileiro de barrar a entrada no país de Darren Beattie, assessor do Departamento de Estado dos Estados Unidos, provocou repercussão na imprensa internacional e reacendeu o debate sobre as relações entre Brasília e Washington.
O episódio ocorreu após o cancelamento do visto do funcionário americano, que planejava vir ao Brasil para participar de um evento em São Paulo e também visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro na prisão.
Interlocutores do Itamaraty afirmaram que a revogação do visto ocorreu porque Beattie teria apresentado informações incompletas ou falsas no momento do pedido de entrada no país. Segundo integrantes do governo, houve “omissão e falseamento de informações” relevantes sobre o motivo da viagem.
O assessor havia informado apenas que participaria do Fórum Brasil-EUA de Minerais Críticos e de reuniões com autoridades brasileiras, sem mencionar a intenção de visitar Bolsonaro em Brasília.
O caso chegou ao Supremo Tribunal Federal após a defesa do ex-presidente solicitar autorização para que Beattie realizasse a visita nos dias 16 ou 17 de março, durante sua passagem pelo país. Inicialmente, o ministro Alexandre de Moraes autorizou o encontro, mas voltou atrás no dia seguinte. Ao reconsiderar a decisão, o magistrado levou em conta informações enviadas pelo chanceler Mauro Vieira, que detalhou o conteúdo do pedido de visto feito em Washington.
Na decisão, Moraes destacou que a visita não estava vinculada às atividades oficiais declaradas pelo assessor e citou o risco de “indevida ingerência em assuntos internos”, argumento apresentado pelo Itamaraty ao tribunal. Bolsonaro cumpre pena na chamada Papudinha por decisão do Supremo, no âmbito das investigações relacionadas à tentativa de golpe após as eleições de 2022.
Em agenda no Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou que determinou a proibição da visita de Beattie ao país e associou a decisão a uma medida anterior do governo americano envolvendo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
"Aquele cara americano que disse que vinha pra cá, pra visitar o Jair Bolsonaro, ele foi proibido de visitar e eu o proibi de vir ao Brasil, enquanto não liberar os vistos do ministro da Saúde, que está bloqueado", disse Lula. Em seguida, acrescentou: "Bloquearam o visto do Padilha, o visto da mulher dele e o visto da filha dele de 10 anos".
O episódio foi interpretado por veículos estrangeiros como mais um capítulo da relação tensa entre Brasil e Estados Unidos desde o início do atual mandato do presidente Donald Trump. O jornal britânico The Guardian destacou que o caso expõe divergências persistentes entre os dois países.
"A medida expôs os muitos atritos que ainda persistem entre Washington e Brasília, apesar da relativa reaproximação entre Trump e Lula no final do ano passado. As relações despencaram para o ponto mais baixo em anos como resultado da campanha de pressão de Trump, com tarifas e sanções direcionadas a autoridades como Padilha. Mas, após o encontro dos dois presidentes na ONU em setembro passado, o clima melhorou, com Trump elogiando a 'grande química' entre eles", escreveu o britânico The Guardian.
A agência Reuters também ressaltou o impacto diplomático do episódio. "Beattie, um crítico do governo brasileiro, foi nomeado pelo presidente dos EUA para um cargo de consultor sênior para monitorar o país sul-americano no mês passado, o que sugere que as relações entre as duas nações permanecem delicadas", afirma a reportagem.
Já o The New York Times apontou que a tentativa de visita ao ex-presidente brasileiro levantou preocupações sobre possível interferência política externa. "O presidente Trump está tentando ajudar um aliado de direita no Brasil — mais uma vez", diz o texto publicado nesta sexta-feira.
O jornal acrescentou que Trump estaria "ansioso" para salvar Bolsonaro da prisão no ano passado, quando aplicou tarifas ao Brasil e sanções ao ministro Alexandre de Moraes, mas "fracassou".
"Agora, o principal enviado do governo Trump para o Brasil está reacendendo os temores de que Washington não terminou suas investidas", diz a reportagem. "A iniciativa provocou forte reação negativa no Brasil, que acusou o governo Trump de tentar interferir em seus assuntos internos a poucos meses da próxima eleição presidencial".
Também nos Estados Unidos, o The Washington Post destacou a justificativa de reciprocidade apresentada pelo governo brasileiro. Segundo o jornal, Lula "vinculou sua decisão sobre o visto (de Beattie) a uma medida tomada em agosto pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio, de revogar os vistos de autoridades brasileiras supostamente ligadas a um programa cubano que envia médicos para o exterior".
Apesar da repercussão internacional, integrantes do governo brasileiro classificaram o episódio como um caso isolado. Nos bastidores do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, a situação é tratada como um "episódio isolado de má-fé diplomática", e não como uma crise bilateral com os Estados Unidos.
Por esse motivo, segundo fontes do governo, não há preocupação de que o episódio comprometa um eventual encontro entre Lula e Trump, que ainda não tem data definida. As duas administrações continuam negociando nos bastidores iniciativas de cooperação no combate ao crime organizado.
Entre as propostas em discussão está um modelo inspirado no adotado por El Salvador, que prevê a transferência de presos estrangeiros capturados nos Estados Unidos para cumprir pena em outros países parceiros. (Fonte: Jornal A Tarde)
Inicio da década de 90. A pretexto de inaugurar novas salas de aula numa escola da rede estadual, Antonio Carlos Magalhães, na época o todo poderoso governador da Bahia, fez um ato público na praça Adami, centro de Itabuna.
Era só pretexto mesmo. O que ACM fez foi desancar, com a verborragia habitual, seu ex-aliado Manuel Leal, dono do jornal A Região, que lhe fazia ferrenha oposição.
Embora fosse o jornal de maior circulação no Sul da Bahia, A Região era tratada, bem ao estilo ACM, sem pão nem água pelo Governo do Estado. Publicidade zero.
Mas o caudilho queria mais. Depois de atacar Leal, que assistia tudo da sede do jornal, bem ao lado da praça, ACM falou sem rodeios:
-Quem for meu aliado, meu amigo, não anuncia nesse jornal de merda…
Dias depois, apareceu na sede do jornal um empresário com veleidades de entrar na política, para pagar um anuncio de sua loja.
E, para não deixar dúvidas, preencheu o cheque com data anterior ao discurso-ordem de ACM.
Manuel Leal, que não era Manuel Leal por acaso, não descontou o cheque. Durante muito tempo exibiu-o, aos risos, aos amigos, como exemplo da “coragem” de alguns de nossos concidadãos.
O jornal, apesar das bravatas de ACM, sobreviveu.
O velho capo não teve a mesma sorte.
*Daniel Thame
Priskas Eras
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