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quinta-feira, 2 de julho de 2026

ITAJUÍPE: O LAGO REFLETE BELEZA. OS NÚMEROS REFLETEM UM ALERTA.

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ITAJUÍPE: O LAGO REFLETE BELEZA. OS NÚMEROS REFLETEM UM ALERTA.



Uma cidade que precisa decidir se quer apenas preservar sua história ou construir seu futuro.

Há cidades que impressionam pela força de sua economia. Outras pela beleza de sua paisagem. Itajuípe consegue fazer as duas coisas ao mesmo tempo mas apenas uma delas continua crescendo.

Quem chega à cidade pela primeira vez dificilmente esquece o Lago Humberto Badaró. Poucos municípios do interior baiano possuem um cartão-postal tão bonito logo na entrada. A paisagem transmite tranquilidade, identidade e orgulho.

Mas cidades não vivem de paisagens.

Vivem de empregos.

Vivem de investimentos.

Vivem de oportunidades.

E é justamente quando olhamos para os indicadores oficiais que percebemos um contraste que merece atenção.

Enquanto o lago continua sendo um símbolo da cidade, os números mostram que Itajuípe perdeu população, cresce abaixo da média regional e ainda depende excessivamente da máquina pública para movimentar sua economia.

Essa não é uma opinião.

São dados.

Segundo o último Censo do IBGE, Itajuípe possui hoje 18.781 habitantes. Em relação ao levantamento anterior, o município perdeu mais de 10% da população.

Uma cidade não perde moradores por acaso.

Quando jovens deixam sua terra natal, normalmente procuram aquilo que não conseguem encontrar onde nasceram: emprego, renda e perspectivas de crescimento.

Esse talvez seja hoje o maior desafio de Itajuípe.

O potencial sempre existiu. O desenvolvimento, nem tanto.

Poucos municípios do sul da Bahia ocupam uma posição geográfica tão estratégica.

Quem segue para Coaraci, Almadina, Itapitanga, distritos de Ilhéus como Inema e Pimenteira, ou diversas comunidades da região, inevitavelmente passa por Itajuípe.

São milhares de pessoas circulando diariamente.

Esse fluxo deveria movimentar comércio, serviços, turismo e novos investimentos.

Mas ainda está muito distante disso.

O município registra um PIB de aproximadamente R$ 382 milhões, com renda per capita inferior às médias da Bahia e da própria região Ilhéus-Itabuna.

Enquanto outros municípios buscam diversificar suas economias, Itajuípe ainda depende fortemente da administração pública como principal empregadora.

Mais de mil empregos formais estão concentrados no setor público.

Isso revela uma realidade preocupante.

Quando uma cidade depende quase exclusivamente do poder público para gerar renda, ela se torna economicamente vulnerável.

O problema não é apenas conseguir investimentos.

É conseguir transformar investimento em desenvolvimento. Seria injusto afirmar que Itajuípe não recebeu investimentos.

Recebeu.

Somente recentemente, o Governo da Bahia destinou mais de R$ 14 milhões, principalmente para a construção do novo Colégio Estadual de Tempo Integral.

Também houve investimentos em equipamentos esportivos, pavimentação e programas de saúde.

São obras importantes.

Mas surge uma pergunta inevitável.

Esses investimentos estão sendo capazes de transformar a economia local?

Porque desenvolvimento não se mede apenas por inaugurações.

Mede-se pela capacidade de manter os jovens na cidade.

De gerar empregos.

De fortalecer o comércio.

De atrair empresas.

De aumentar a arrecadação própria.

A vocação econômica precisa ser reinventada.

Durante décadas, Itajuípe prosperou impulsionada pelo cacau.

Como praticamente toda a região, sofreu os efeitos devastadores da vassoura-de-bruxa.

Mas a história mostra que cidades que conseguem se reinventar saem mais fortes das crises.

O cacau continua sendo uma riqueza.

Mas não pode continuar sendo praticamente a única identidade econômica do município.

O turismo pode crescer.

A indústria pode ser fortalecida.

O comércio regional pode se expandir.

A logística pode ser melhor aproveitada.

A futura Região Metropolitana do Sul da Bahia pode representar uma oportunidade histórica.

Mas nenhuma dessas transformações acontece espontaneamente.

É preciso planejamento.

É preciso liderança.

É preciso visão de futuro.

O lago continua bonito. A pergunta é: e a cidade?

O Índice Firjan classifica Itajuípe como município de desenvolvimento moderado.

Saúde e educação apresentam resultados relativamente positivos.

Mas emprego e renda continuam sendo o principal gargalo.

A infraestrutura também revela desafios.

Embora a coleta de lixo alcance mais de 90% dos domicílios e o abastecimento de água atenda boa parte da população, o saneamento ainda está longe do ideal.

Esses números ajudam a explicar por que muitos moradores enxergam oportunidades fora de Itajuípe.

Está na hora de voltar a pensar grande.

Este editorial não pretende desmerecer administrações passadas nem ignorar avanços conquistados.

Reconhecer investimentos é um dever.

Mas cobrar resultados também é.

Itajuípe possui localização privilegiada, tradição agrícola, patrimônio histórico, potencial turístico e importância regional.

Faltam menos recursos do que muitos imaginam.

Talvez falte um projeto de cidade.

Um planejamento capaz de responder uma pergunta simples:

Como queremos enxergar Itajuípe daqui a vinte anos?

Porque municípios não crescem apenas administrando o presente.
Crescem quando alguém tem coragem de planejar o futuro.

E talvez essa seja a discussão mais importante que Itajuípe precisa iniciar antes das próximas eleições.

Menos promessas.

Mais projeto.

Menos improviso.

Mais planejamento.

Porque cidades não são lembradas apenas pelas paisagens que possuem.

São lembradas pelas oportunidades que oferecem.

O Lago Humberto Badaró continuará sendo motivo de orgulho.

Agora falta fazer com que o restante da cidade acompanhe a grandeza do seu principal cartão-postal.

Itajuípe merece mais do que sobreviver. Merece voltar a crescer.


Fonte.: Thiago Viana Borges é Gestor Público (Aposentado) • Professor de Letras Vernáculas e Inglês • Editor • Redator e Consultor Político.

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quarta-feira, 1 de julho de 2026

Bahia se aproxima de PIB de meio trilhão com obras que já produzem riqueza antes de serem concluídas

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CAPACITAÇÃO TÉCNICA EM PODA DE CACAUEIROS BUSCA AUMENTAR PRODUTIVIDADE E QUALIDADE DA LAVOURA NO SUL DA BAHIA


Com o objetivo de fortalecer o manejo e elevar a produtividade das lavouras de cacau, a Biofábrica da Bahia, em parceria com a Cappacitah, promove no dia 10 de julho a Capacitação Técnica em Poda de Cacaueiros. O evento será realizado na sede da Biofábrica, em Ilhéus, e as inscrições já estão abertas.

“Capacitar o agricultor na poda correta é investir na raiz da produção. Uma planta bem conduzida é uma planta mais saudável, que produz mais e com melhor qualidade de amêndoa. Isso impacta diretamente na renda da família no campo”, destaca Valdemir José, diretor da Biofábrica.

Voltada para produtores rurais, técnicos agrícolas, estudantes e trabalhadores do setor cacaueiro, a capacitação terá foco prático. Os participantes vão aprender a identificar os tipos de poda — de formação, limpeza, manutenção e reabilitação — além de conhecer as ferramentas adequadas e as técnicas de corte que favorecem a cicatrização e a longevidade do cacaueiro.

A iniciativa reforça o compromisso da Biofábrica da Bahia com o desenvolvimento agro-sócio-ambiental da região cacaueira, promovendo a transferência de tecnologia e conhecimento para quem está diretamente na roça.

Serviço:

O quê: Capacitação Técnica – Poda de Cacaueiros

Quando: 10 de julho

Onde: Biofábrica da Bahia

Inscrições: Pelo WhatsApp (73) 98138-9466 ou no site cappacitah.com.br/poda. Vagas limitadas. Do.: ipolitica.blog.br

Jerônimo Rodrigues condecora Dilma Rousseff com a maior honraria do estado da Bahia

Além da ex-presidente, o escritor Itamar Vieira Júnior, vencedor do Prêmio Jabuti e autor do romance Torto Arado, e o ator Othon Bastos também foram homenageados.

 


O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), concedeu a Ordem 2 de Julho – Libertadores da Bahia, a maior honraria do Estado, para a ex-presidente do Brasil, Dilma Rousseff. A homenagem foi oficializada no Diário Oficial do Estado (DOE) desta terça-feira (30).

Além de Dilma, também foram homenageados nomes como o escritor Itamar Vieira Júnior, vencedor do Prêmio Jabuti e autor do romance Torto Arado, e o ator Othon Bastos.

A condecoração homenageia pessoas e instituições que se destacaram pela atuação em defesa da liberdade, da democracia, dos direitos do povo baiano e por relevantes serviços prestados ao estado e ao país. A medalha é concedida em três graus: Grã-Cruz, Comendador e Cavaleiro.

Entre as personalidades conhecidas que já receberam a Ordem 2 de Julho – Libertadores da Bahia estão o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (primeiro homenageado com o grau de Grã-Cruz, em 2010), o ex-governador do estado Rui Costa, o senador Jaques Wagner, o senador Otto Alencar, o ex-governador Paulo Souto, a ministra da Cultura Margareth Menezes, as cantoras Maria Bethânia e Daniela Mercury, além de Bule Bule, Maria da Penha e Cacique Babau.

Instituída pela Lei nº 11.902, de 20 de abril de 2010, a Ordem 2 de Julho – Libertadores da Bahia é a mais alta honraria concedida pelo Governo da Bahia.

Bahia se aproxima de PIB de meio trilhão com obras que já produzem riqueza antes de serem concluídas


A Bahia está em obras. Não em uma frente isolada, mas em várias ao mesmo tempo. Há escolas sendo erguidas, hospitais em ampliação, estradas abertas, o metrô avançando para o Campo Grande, o VLT redesenhando o transporte do Subúrbio, a Ponte Salvador-Itaparica mobilizando uma das maiores intervenções de infraestrutura do estado, a BYD transformando a antiga área da Ford em Camaçari e projetos federais em ferrovias, portos, saneamento, energia e habitação. Essa simultaneidade ajuda a explicar por que a economia baiana se aproxima da marca de meio trilhão de reais. Estimativa do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste, do Banco do Nordeste, aponta que o PIB da Bahia pode ter alcançado R$ 495 bilhões em 2025, com alta nominal de 7,96% sobre 2024. O dado ainda não é oficial e será consolidado pelo IBGE apenas em 2027.

O número é uma fotografia. A história está nos canteiros. Uma escola começa a produzir PIB antes de ensinar: compra cimento, aço, vidro, cabos, computadores e equipamentos, contrata engenheiros, operários, transportadoras e fornecedores. Um hospital ampliado mobiliza tecnologia, mobiliário, medicamentos e serviços antes de receber pacientes. O mesmo acontece com rodovias, trilhos, linhas de transmissão, parques eólicos, fábricas e grandes obras de mobilidade. A riqueza começa a circular muito antes da entrega.

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Não é a mamãe


Carlos Lacerda fazia mais um discurso devastador, na Câmara dos Deputados, contra o “mar de lama” do governo Getúlio Vargas. A deputada Ivete Vargas, sobrinha do presidente, pedia – em vão – um aparte. Cansada da insistência e muito irritada, Ivete perdeu a paciência:

“F.D.P!” gritou ao microfone. Com sua estonteante rapidez de raciocínio, Lacerda respondeu na bucha: “Vossa Excelência é muito nova para ser minha mãe!”

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Teatro Castro Alves

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terça-feira, 30 de junho de 2026

Ilhéus celebra 492 anos com a reabertura da Casa Cultural Jorge Amado

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ITABUNA: SINDICATO DOS BANCÁRIOS REALIZA PROTESTO E AGÊNCIA DO BRADESCO NÃO ABRE AO PÚBLICO


O Sindicato dos Bancários realizou, na manhã desta segunda-feira (29), uma manifestação em frente a uma agência do Bradesco em protesto contra a demissão de mais uma funcionária da instituição. O ato, previsto para ocorrer até as 12h, impediu a abertura da unidade ao público durante o expediente.

Segundo o sindicato, a mobilização questiona a continuidade das demissões promovidas pelo banco, mesmo após a divulgação de lucro de R$ 6,811 bilhões no primeiro trimestre de 2026.

A entidade também afirma que, nos últimos 12 meses, o Bradesco fechou 346 agências e reduziu em 3.017 o número de postos de trabalho, o que, segundo os representantes da categoria, tem aumentado a sobrecarga dos funcionários e impactado as condições de trabalho.

A manifestação faz parte das ações do sindicato em defesa da manutenção dos empregos e contra a  política de redução do quadro de funcionários adotada pela instituição financeira.

Ilhéus celebra 492 anos com a reabertura da Casa Cultural Jorge Amado


Revitalização devolve à população um espaço de memória, cultura e incentivo à literatura durante as comemorações do aniversário da cidade.

Um dos espaços mais simbólicos da história e da cultura de Ilhéus voltou a receber visitantes na manhã deste domingo (28). Como parte da programação pelos 492 anos do município, a Prefeitura reabriu a Casa Cultural Jorge Amado após uma revitalização que devolve à população um importante patrimônio cultural e turístico da cidade.

O imóvel, que preserva a memória do escritor responsável por projetar o nome de Ilhéus para o Brasil e o mundo, passou por melhorias estruturais e volta a ser um espaço dedicado à visitação, à produção cultural e à realização de atividades ligadas à literatura e às artes.

Durante a cerimônia, o prefeito Valderico Junior lembrou que encontrou o espaço fechado no início da gestão e afirmou que a reabertura foi tratada como prioridade.

“Hoje estamos cumprindo mais um compromisso, que é o de valorizar aquilo que faz parte da nossa identidade. Preservar a cultura também é investir na história, na educação, no turismo e no sentimento de pertencimento do nosso povo”, destacou o prefeito.

A secretária municipal de Cultura, Anarleide Menezes, reforçou que a reabertura representa o início de uma nova fase para a Casa Cultural Jorge Amado. Segundo ela, o espaço será dedicado ao incentivo à leitura, às artes e à produção cultural, preservando a memória do escritor e ampliando o acesso da população e dos visitantes ao patrimônio histórico de Ilhéus.

Além de integrar as comemorações pelos 492 anos de Ilhéus, a reabertura reforça o compromisso da gestão municipal com a valorização da cultura, da história e do turismo, devolvendo à cidade um espaço de referência para moradores, estudantes, pesquisadores e visitantes.

BAHIA FILMES É INAUGURADA PARA IMPULSIONAR O AUDIOVISUAL NO ESTADO


A Bahia passou a contar, desde o último domingo (28), com a Bahia Filmes, primeira empresa pública estadual voltada ao setor audiovisual no Brasil. Vinculada à Secretaria de Cultura do Estado (Secult-BA), a instituição foi criada para fortalecer a cadeia produtiva do segmento, ampliar a captação de investimentos e apoiar a distribuição de produções baianas, além de estimular novos negócios na área.

A criação da empresa integra o Plano Plurianual (PPA) 2024-2027 do Governo da Bahia. Durante a inauguração, na sede da instituição, no bairro do Comércio, em Salvador, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) afirmou que a iniciativa resulta da articulação entre os governos estadual e federal para consolidar uma política pública permanente voltada ao audiovisual.

Na solenidade, ele também anunciou o decreto que regulamenta a Bahia Film Commission e lançou editais para comercialização de filmes em salas de cinema, contrapartidas do Programa Arranjos Regionais e a concessão do Cine Glauber Rocha.

Segundo o secretário estadual de Cultura, Bruno Monteiro, a Bahia Filmes atuará em diversas frentes, como incentivo à produção, distribuição e exibição de obras, apoio à participação em festivais, pesquisa, formação profissional, desenvolvimento de games e novas tecnologias, além da articulação com universidades e escolas. A expectativa é ampliar os impactos econômicos do setor, que movimenta atividades como transporte, cenografia, figurino, hospedagem, alimentação e serviços técnicos.

O diretor-presidente da Bahia Filmes, o cineasta Pola Ribeiro, afirmou que a empresa nasce para coordenar o novo ambiente de produção audiovisual diante das transformações tecnológicas. Para ele, a estrutura permitirá integrar formação, inovação, inteligência artificial e captação de investimentos, evitando que a Bahia perca oportunidades em um mercado cada vez mais competitivo.

Mercado de cacau segue firme mesmo após trégua no Oriente Médio


O mercado internacional de cacau inicia a semana atento a uma combinação de fatores geopolíticos, climáticos e técnicos que continuam sustentando a volatilidade dos preços. Embora o anúncio de um acordo de cessar-fogo entre Irã e Estados Unidos tenha reduzido momentaneamente as tensões no Estreito de Hormuz, os investidores seguem cautelosos diante da possibilidade de novos episódios de instabilidade em uma das principais rotas do comércio mundial.

Nos mercados financeiros, o alívio geopolítico reduziu parte da aversão ao risco observada nos últimos dias. Entretanto, no mercado de cacau, os fundamentos próprios da commodity continuam prevalecendo.

Na última semana, os contratos futuros acumularam valorização superior a 1.000 pontos, impulsionados principalmente pela intensa cobertura de posições vendidas (short covering), movimento que levou muitos fundos de investimento a recomprar contratos anteriormente vendidos. A redução do interesse aberto ao longo da semana reforçou esse processo, indicando encerramento de posições e contribuindo para a forte recuperação das cotações.

Além dos fatores técnicos, o clima segue sendo a principal preocupação do mercado. As chuvas acima da média nas principais regiões produtoras da Costa do Marfim aumentam os riscos de doenças fúngicas, dificuldades na secagem das amêndoas e possíveis perdas de qualidade. Paralelamente, eventos climáticos extremos registrados em diversas regiões da Europa ampliam as incertezas sobre os impactos do clima na produção agrícola global, fortalecendo o prêmio de risco incorporado às commodities.

Na indústria do chocolate, começam a surgir sinais de que os elevados preços da matéria-prima estão encontrando resistência por parte dos consumidores. As ações da Lindt & Sprüngli AG caminham para registrar a maior queda trimestral em 17 anos, refletindo preocupações do mercado de que sucessivos reajustes nos preços dos chocolates estejam limitando o consumo. O movimento reforça a percepção de que a capacidade das fabricantes de continuar repassando os custos do cacau pode estar próxima do limite, fator que poderá influenciar a demanda global nos próximos trimestres.

Na sexta-feira, o contrato de cacau com vencimento em setembro encerrou o pregão cotado a US$ 5.095 por tonelada, com queda de US$ 152 no dia. Durante a sessão, os preços oscilaram entre a mínima de US$ 5.054 e a máxima de US$ 5.308. Foram negociados 21.719 negócios, totalizando 49.445 contratos.

O interesse aberto estimado registrou aumento de 1.727 contratos, alcançando 185.165 contratos, indicando que parte dos investidores voltou a estabelecer novas posições após a forte recuperação observada na semana anterior.

O RSI (Índice de Força Relativa) permanece em 69%, patamar que demonstra um mercado ainda bastante forte, embora já se aproxime da região considerada tecnicamente de sobrecompra, aumentando a possibilidade de movimentos de realização de lucros no curto prazo.

No mercado físico, as entregas do contrato de julho continuam evoluindo. Foram registradas mais 35 entregas, todas emitidas pela SocGen. A própria instituição recebeu 11 contratos, enquanto o Citi recebeu outros 24. O volume acumulado de entregas já alcança 302 contratos.

Outro fator de sustentação para os preços continua sendo o comportamento dos estoques certificados monitorados pela Intercontinental Exchange (ICE) nos portos dos Estados Unidos. Os estoques recuaram mais 3.927 sacas, totalizando 2.944.359 sacas. Apesar de permanecerem muito acima dos níveis mínimos registrados durante a crise de oferta de 2024, a recente sequência de quedas interrompe parcialmente o movimento de recomposição observado ao longo dos últimos meses.

No mercado cambial, o contrato futuro do real negociado na Bolsa de Chicago apresenta valorização frente ao dólar. No Brasil, a moeda norte-americana é cotada próxima de R$ 5,14, fator que tende a reduzir parcialmente a remuneração em reais das exportações brasileiras de cacau caso a valorização da moeda nacional se mantenha.

Para os próximos dias, o mercado deverá continuar monitorando a evolução das condições climáticas na África Ocidental, o comportamento dos estoques certificados da ICE, o posicionamento dos fundos de investimento e os desdobramentos do cenário geopolítico internacional. Apesar do recente alívio nas tensões envolvendo o Oriente Médio, os fundamentos ligados à oferta mundial de cacau permanecem como o principal direcionador dos preços internacionais. Fonte: mercadodocacau

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Alemanha desclassificada

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Turma de Contabilistas do ano de 1970. Fundação Educacional de Itajuipe. (Colaboração de Maricelia Batista)

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