alhos & bugalhos
Marcone Amaral figura como indespontado para disputar uma vaga na ALBA
De acordo com a perspectiva eleitoral para as eleições estaduais de 2026, para a Assembleia Legislativa do Estado da Bahia (ALBA), o nome do (ex) Deputado Estadual Marcone Amaral, não desponta com força política para se reeleger.
Na avaliação há uma nova leva de pré-candidatos que chega ao tabuleiro com musculatura política, base regional e chances reais de vitória.
Na lista dos nomes que despontam com mais força aparecem Elinaldo, Luciano Pinheiro, Denise Menezes, Andréa Castro, Dr. Pitágoras, Vilma Reis, João de Furão, Penélope de Belitardo, Rowenna, Jânio Natal Júnior, Igor Dominguez, Léo de Neco, Suzy de Coité, Carlinhos Sobral, Thiago Gileno, Quinho, Silva Neto, Wagner Alves e Cintia de Marabá.
A leitura nos bastidores é que 2026 deve abrir espaço para uma renovação relevante na Alba, impulsionada por ex-prefeitos, secretários, lideranças regionais e nomes apadrinhados por grupos políticos já consolidados. Em eleição proporcional, não basta só intenção: estrutura, base e articulação contam — e muito.
Alguns desses nomes já estão em campo há algum tempo. Outros ainda ajustam o discurso e ampliam conversas. Mas a verdade é que o tabuleiro começou a se mexer cedo, e há uma fila de pré-candidatos tentando transformar força política regional em voto de verdade.
Mercado de cacau entra em consolidação após nova rejeição na faixa de US$ 3.500
O mercado internacional de cacau voltou a registrar movimento de queda após mais uma tentativa frustrada de rompimento da região de resistência próxima a US$ 3.500 por tonelada. A incapacidade de superar esse patamar nas últimas sessões acabou acionando ordens automáticas de venda, pressionando as cotações e mantendo o mercado em um cenário de consolidação técnica.
No pregão mais recente da bolsa de Nova York, o contrato maio encerrou cotado a US$ 3.315 por tonelada, registrando queda de US$ 114 no dia. Durante a sessão, os preços oscilaram entre a mínima de US$ 3.237 e a máxima de US$ 3.434, refletindo a volatilidade típica de um mercado que ainda busca definir sua direção de curto prazo.
A movimentação contou com 16.358 negócios realizados, somando um volume total de 39.901 contratos negociados. O interesse em aberto, indicador que mede o número de posições ativas no mercado, apresentou aumento de 1.076 contratos, atingindo 190.649 contratos, sinalizando que novos participantes continuam entrando no mercado mesmo em meio ao período de ajuste das cotações.
Outro fator monitorado pelos investidores são os estoques certificados da Intercontinental Exchange (ICE) nos portos dos Estados Unidos. Os dados mais recentes apontam aumento de 22.577 sacas, elevando o volume total para 2.251.404 sacas, reforçando a percepção de maior disponibilidade física no curto prazo.
Do ponto de vista técnico, o RSI (Índice de Força Relativa) do cacau está próximo de 45%, indicando um mercado relativamente equilibrado, sem sinais claros de sobrecompra ou sobrevenda.
No mercado físico de entrega da bolsa, não houve novas entregas registradas no último pregão, mantendo o total acumulado em 793 contratos.
Para os analistas técnicos, o mercado segue operando dentro de uma faixa bem definida. As principais resistências permanecem nas regiões de US$ 3.500 e US$ 3.800, enquanto os suportes mais relevantes estão situados entre US$ 3.100 e US$ 2.800 por tonelada. O comportamento dos preços nessas zonas será determinante para definir os próximos movimentos do mercado.
No cenário macroeconômico, o câmbio também segue sendo observado pelos agentes do setor. O contrato futuro de dólar com vencimento em 31 de março de 2026 está cotado em R$ 5,28, variável que influencia diretamente a formação de preços do cacau nos países produtores e exportadores.
Com o mercado ainda pressionado por expectativas de oferta mais confortável e demanda global moderada, o cacau permanece em um período de ajuste técnico, enquanto investidores aguardam novos sinais fundamentais capazes de definir a tendência das próximas semanas.
Fonte: mercadodocacau
Visto negado por Lula a assessor de Trump repercute no mundo
A decisão do governo brasileiro de barrar a entrada no país de Darren Beattie, assessor do Departamento de Estado dos Estados Unidos, provocou repercussão na imprensa internacional e reacendeu o debate sobre as relações entre Brasília e Washington.
O episódio ocorreu após o cancelamento do visto do funcionário americano, que planejava vir ao Brasil para participar de um evento em São Paulo e também visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro na prisão.
Interlocutores do Itamaraty afirmaram que a revogação do visto ocorreu porque Beattie teria apresentado informações incompletas ou falsas no momento do pedido de entrada no país. Segundo integrantes do governo, houve “omissão e falseamento de informações” relevantes sobre o motivo da viagem.
O assessor havia informado apenas que participaria do Fórum Brasil-EUA de Minerais Críticos e de reuniões com autoridades brasileiras, sem mencionar a intenção de visitar Bolsonaro em Brasília.
O caso chegou ao Supremo Tribunal Federal após a defesa do ex-presidente solicitar autorização para que Beattie realizasse a visita nos dias 16 ou 17 de março, durante sua passagem pelo país. Inicialmente, o ministro Alexandre de Moraes autorizou o encontro, mas voltou atrás no dia seguinte. Ao reconsiderar a decisão, o magistrado levou em conta informações enviadas pelo chanceler Mauro Vieira, que detalhou o conteúdo do pedido de visto feito em Washington.
Na decisão, Moraes destacou que a visita não estava vinculada às atividades oficiais declaradas pelo assessor e citou o risco de “indevida ingerência em assuntos internos”, argumento apresentado pelo Itamaraty ao tribunal. Bolsonaro cumpre pena na chamada Papudinha por decisão do Supremo, no âmbito das investigações relacionadas à tentativa de golpe após as eleições de 2022.
Em agenda no Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou que determinou a proibição da visita de Beattie ao país e associou a decisão a uma medida anterior do governo americano envolvendo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
"Aquele cara americano que disse que vinha pra cá, pra visitar o Jair Bolsonaro, ele foi proibido de visitar e eu o proibi de vir ao Brasil, enquanto não liberar os vistos do ministro da Saúde, que está bloqueado", disse Lula. Em seguida, acrescentou: "Bloquearam o visto do Padilha, o visto da mulher dele e o visto da filha dele de 10 anos".
O episódio foi interpretado por veículos estrangeiros como mais um capítulo da relação tensa entre Brasil e Estados Unidos desde o início do atual mandato do presidente Donald Trump. O jornal britânico The Guardian destacou que o caso expõe divergências persistentes entre os dois países.
"A medida expôs os muitos atritos que ainda persistem entre Washington e Brasília, apesar da relativa reaproximação entre Trump e Lula no final do ano passado. As relações despencaram para o ponto mais baixo em anos como resultado da campanha de pressão de Trump, com tarifas e sanções direcionadas a autoridades como Padilha. Mas, após o encontro dos dois presidentes na ONU em setembro passado, o clima melhorou, com Trump elogiando a 'grande química' entre eles", escreveu o britânico The Guardian.
A agência Reuters também ressaltou o impacto diplomático do episódio. "Beattie, um crítico do governo brasileiro, foi nomeado pelo presidente dos EUA para um cargo de consultor sênior para monitorar o país sul-americano no mês passado, o que sugere que as relações entre as duas nações permanecem delicadas", afirma a reportagem.
Já o The New York Times apontou que a tentativa de visita ao ex-presidente brasileiro levantou preocupações sobre possível interferência política externa. "O presidente Trump está tentando ajudar um aliado de direita no Brasil — mais uma vez", diz o texto publicado nesta sexta-feira.
O jornal acrescentou que Trump estaria "ansioso" para salvar Bolsonaro da prisão no ano passado, quando aplicou tarifas ao Brasil e sanções ao ministro Alexandre de Moraes, mas "fracassou".
"Agora, o principal enviado do governo Trump para o Brasil está reacendendo os temores de que Washington não terminou suas investidas", diz a reportagem. "A iniciativa provocou forte reação negativa no Brasil, que acusou o governo Trump de tentar interferir em seus assuntos internos a poucos meses da próxima eleição presidencial".
Também nos Estados Unidos, o The Washington Post destacou a justificativa de reciprocidade apresentada pelo governo brasileiro. Segundo o jornal, Lula "vinculou sua decisão sobre o visto (de Beattie) a uma medida tomada em agosto pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio, de revogar os vistos de autoridades brasileiras supostamente ligadas a um programa cubano que envia médicos para o exterior".
Apesar da repercussão internacional, integrantes do governo brasileiro classificaram o episódio como um caso isolado. Nos bastidores do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, a situação é tratada como um "episódio isolado de má-fé diplomática", e não como uma crise bilateral com os Estados Unidos.
Por esse motivo, segundo fontes do governo, não há preocupação de que o episódio comprometa um eventual encontro entre Lula e Trump, que ainda não tem data definida. As duas administrações continuam negociando nos bastidores iniciativas de cooperação no combate ao crime organizado.
Entre as propostas em discussão está um modelo inspirado no adotado por El Salvador, que prevê a transferência de presos estrangeiros capturados nos Estados Unidos para cumprir pena em outros países parceiros. (Fonte: Jornal A Tarde)
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ACM, Manuel Leal e o cheque com data retroati
Inicio da década de 90. A pretexto de inaugurar novas salas de aula numa escola da rede estadual, Antonio Carlos Magalhães, na época o todo poderoso governador da Bahia, fez um ato público na praça Adami, centro de Itabuna.
Era só pretexto mesmo. O que ACM fez foi desancar, com a verborragia habitual, seu ex-aliado Manuel Leal, dono do jornal A Região, que lhe fazia ferrenha oposição.
Embora fosse o jornal de maior circulação no Sul da Bahia, A Região era tratada, bem ao estilo ACM, sem pão nem água pelo Governo do Estado. Publicidade zero.
Mas o caudilho queria mais. Depois de atacar Leal, que assistia tudo da sede do jornal, bem ao lado da praça, ACM falou sem rodeios:
-Quem for meu aliado, meu amigo, não anuncia nesse jornal de merda…
Dias depois, apareceu na sede do jornal um empresário com veleidades de entrar na política, para pagar um anuncio de sua loja.
E, para não deixar dúvidas, preencheu o cheque com data anterior ao discurso-ordem de ACM.
Manuel Leal, que não era Manuel Leal por acaso, não descontou o cheque. Durante muito tempo exibiu-o, aos risos, aos amigos, como exemplo da “coragem” de alguns de nossos concidadãos.
O jornal, apesar das bravatas de ACM, sobreviveu.
O velho capo não teve a mesma sorte.
*Daniel Thame
Priskas Eras
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