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quarta-feira, 27 de agosto de 2025

CÂMARA REALIZA SESSÃO ESPECIAL EM HOMENAGEM À LOJA MAÇONICA ACÁCIA DO SUL

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CÂMARA REALIZA SESSÃO ESPECIAL EM HOMENAGEM À LOJA MAÇONICA ACÁCIA DO SUL


No último dia 22, O Legislativo Itajuípe realizou uma sessão especial em homenagem a trajetória da Loja Maçônica Acácia do Sul (Nº. 15) e de personalidades que marcaram e marcam a história de desenvolvimento Itajuipense.

Durante a sessão vários oradores se revezaram, enaltecendo a participação ativa da Loja Maçônica Acácia do Sul, no desenvolvimento cultural, em ações históricas, sociais e comunitárias, e lapidações dos seus membros para agregarem valores junto a sociedade, participando ativamente na consolidação desde a emancipação política administrativa do município de Itajuípe e suas organizações civis.

A sessão especial contou com as presenças dos vereadores, membros da loja maçônica, autoridades e integrantes da sociedade civil organizada.

Na sessão também foram entregues homenagens personificadas aos membros da loja e demais personalidades que contribuíram e contribuem pela solidificação do município.

A sessão especial, foi uma iniciativa da vereadora Camila Ferrarese, com o apoio dos demais vereadores.

Com nova fábrica, Dengo escala apoio a produtores de cacau da Bahia e caminha para o lucro

Fundada com o propósito de unir impacto socioambiental e qualidade, a marca de chocolates Dengo ganhou escala e está prestes a mudar de patamar.

A empresa está investindo R$ 100 milhões na segunda unidade de produção em Itapecerica da Serra (SP) e vai quintuplicar a capacidade de abrir lojas a partir de 2026.

A ampliação não significa deixar para trás os seus princípios, que estão em sintonia com a agenda climática e ganharam os holofotes de consumidores, empresários e poder público especialmente neste ano em que o Brasil sedia a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30).

Paradoxalmente, a Dengo foi criada com a ideia de que o mundo não precisa de mais marcas de chocolate, a menos que elas tragam um modelo de impacto positivo para produtores, planeta e consumidores.

“Ou se criava um negócio que tivesse um modelo de impacto socioambiental por trás, que fizesse bem para o produtor, para o planeta e para o consumidor, resultando num produto de muita qualidade, ou não faria sentido”, conta a diretora de marketing da empresa, Renata Lamarco.

A fábrica atualmente fica em Santo Amaro, na cidade de São Paulo, e atende 54 unidades: 52 no Brasil e 2 em Paris, na França. Com a nova fábrica, a Dengo planeja expandir para 250 lojas até 2030.

A empresa não divulga dados de faturamento e receita, mas a adoção de um modelo socioambiental não significa abrir mão de lucro e crescimento. A companhia espera entrar no positivo este ano, enquanto investe na nova unidade de produção.

“Sustentabilidade começa com ser financeiramente sustentável, mas a gente entende que existe um tempo durante o qual estamos investindo para que essa empresa seja lucrativa”, diz Lamarco.

Para a Dengo, esse tempo não está sendo curto, mas o modelo de negócio não é o fator primordial dessa demora.

Lamarco conta que a empresa, criada em 2017, teve seu ponto de equilíbrio – break even – adiado por dois eventos: a pandemia, que fechou as lojas, e a alta do preço do cacau, que passou de US$ 2.500 por tonelada na Bolsa de Nova York para US$ 10.500 na máxima paga pela Dengo.

Transformação

Apesar dessa explosão de custos, a empresa paga um prêmio aos seus fornecedores como parte dos princípios que levaram à sua criação.

“A marca nasceu com o propósito de transformar a vida dos pequenos e médios produtores do Sul da Bahia. Os fundadores Guilherme Leal e Estevam Sartoreli observaram a região onde, nos anos 2000, se instalou uma pobreza muito grande depois de a vassoura de bruxa ter arrasado as plantações de cacau. Eles entenderam que era importante reconstruir e dar oportunidade para que aquelas pessoas desenvolvessem um cacau de altíssima qualidade e retomassem sua renda”, explica Lamarco.

Ela ressalta que, inicialmente, a Dengo chegou a pagar 120% acima da cotação do cacau commodity aos seus fornecedores.

Atualmente, cerca de 200 famílias da Bahia e da Amazônia plantam cacau para a Dengo. Elas utilizam um sistema de cultivo sustentável chamado cabruca, que não gera desmatamento, mantendo a mata atlântica remanescente e protegendo a biodiversidade.

Esses produtores têm assistência de profissionais da empresa e do Centro de Inovação do Cacau (CIC) – um laboratório da Universidade Estadual de Santa Cruz, em Ilhéus. Este ano, venderão 500 toneladas de cacau à Dengo.

Como a plantação é feita em meio à floresta, esses agricultores fornecem outros itens presentes nas propriedades e usados nos chocolates da Dengo.

“Percebemos, logo no início, que se uníssemos tudo isso – as castanhas do Brasil, as frutas e o cacau – conseguiríamos gerar uma renda ainda maior para o produtor”, conta Lamarco.

Ela lembra os sabores exóticos e com a “cara do Brasil” desenvolvidos pela Dengo, como cupuaçu com castanha e cacau 70% ou limão com tapioca.

Segundo a executiva, o crescimento da produção de chocolates previsto com a instalação da segunda fábrica não mudará essa dinâmica.

“Hoje o nosso entrave não é a qualidade do nosso produto. É espaço em fábrica, pois estamos com as máquinas operando a 100% da capacidade. A matéria-prima não é o problema já que temos um pouco mais de 200 famílias, mas somente na Bahia existem mais de 5 mil famílias das quais poderíamos comprar o cacau e investir nesse produto de qualidade”, explica.

A determinação em ser uma marca pautada pelo impacto social e a sustentabilidade não se encerra na produção do cacau.

A Dengo tem várias ações para fazer a compensação de carbono, se colocando voluntariamente nas metas de Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC, na sigla em inglês) do Brasil – nome dado aos planos de ação climática que cada país apresenta à Organização das Nações Unidas (ONU).

Além disso, utiliza 7% de plástico nas suas embalagens, mas persegue a meta de “plástico zero”. Recentemente, lançou, depois de dois anos de pesquisa, a primeira trufa em embalagem de zero plástico do mundo.

“Testamos mais de 20 protótipos e chegamos a essa embalagem totalmente de papel. Não patenteamos e não vamos fazer isso porque entendemos que quanto mais empresas do mundo usarem esse material, melhor”, afirma Lamarco.

Em uma parte das embalagens, a marca utiliza a chita, um tecido barato, colorido e associado ao folclore brasileiro. A ideia da empresa é que, posteriormente, o consumidor reutilize o material em, por exemplo, almofadas ou jogos americanos. Fonte: moneytimes

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Casos e Causos

A prisão de Cu


Cu, era um pária na comunidade de Pirangi, perambulava pelas ruas, sem molestar ninguém, dormindo ao relento na antiga Estação Ferroviária, assediava as pessoas como pedinte, mas tinha as casas certas para pedir um prato de comida.

Saindo da rotina, Cu começou a pedir dinheiro, cachaça e cigarros aos passantes e clientes das bodegas, principalmente na Rua do Cacau.

O consumo de bebidas fez com que ele ficasse agressivo, não em brigas, mas para proferir palavrões dirigidos aqueles que negava atende-lo, o que tornou uma rotina.

Um certo dia ao desacatar uma senhora, Cu deu azar, pois tinha um policial perto e lhe deu voz de prisão por desacato a uma senhora que negou prover o pária.

Conduzido a detenção, Cu ficou esperando a presença do delegado para dar solução ao problema causado em plena via pública.

Ao chegar à delegacia o delegado Alberione, mandou recolher o meliante em uma das celas da detenção local.

Ao saber da prisão Maria, uma mulher do baixo meretrício, se arrumou e foi a delegacia para dialogar com Alberione, ao se dirigir a autoridade ela fez o pedido: seu delegado solte Cu,

Bastou para que Alberione, colocasse as mãos na cintura e vaticinasse, me respeite, eu, uma autoridade e a senhora me faz esta proposta! a senhoria toda humilde, com o semblante vermelho, respondeu: Não é o que o senhor está pensando, é Cu o doido que está aí detido.

Charge do Dia


Priskas Eras


Os saudosos Oneur, João Comongó, Ostiano, 
Milton Mutran, e Antonio Pires

Publicação simultânea: correioitajuipense.blogspot.com – academiaalcooldeitajuipe.blogspot.com e correioitajuipensedenoticias.blogspot.com (Tribuna do Almada é notícias).
 “Vou Afiar a Agulha e Bater o Martelo! Ponto final. *Redação o Bolso do Alfaiate”.

terça-feira, 26 de agosto de 2025

Com ação parada no STF, cartórios da Bahia faturaram R$ 3 bilhões

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Barro Preto: Mars investe em pesquisas educação para promover crescimento sustentável do cacau brasileiro


Com o aumento da demanda global por chocolates, o Brasil tem a oportunidade de ampliar sua produção nos próximos anos e figurar entre os líderes na produção sustentável, preservando o meio ambiente e gerando desenvolvimento econômico e social.

O caminho para viabilizar esse crescimento passa não só por investimentos em tecnologia e pesquisa, mas principalmente por ações que fortaleçam os pequenos e médios produtores — responsáveis por cerca de 80% das lavouras de cacau espalhadas pelo país, segundo dados do CocoaAction Brasil, iniciativa criada para fomentar o desenvolvimento dessa cadeia produtiva. Hoje, são aproximadamente 95 mil produtores espalhados pelo território nacional.

Alinhada a esse propósito, a Mars, detentora de marcas bastante conhecidas dos consumidores, como Twix, M&M’S e Snickers, tem colocado o desenvolvimento sustentável da cacauicultura no centro de sua estratégia. A empresa investe em práticas de agricultura regenerativa e no estímulo à produtividade com preservação ambiental, buscando conciliar retorno econômico, conservação da biodiversidade e melhoria da qualidade de vida nas comunidades produtoras.

Dedicação à pesquisa

Esse trabalho é ancorado no Mars Centro de Ciência do Cacau (MCCS), em Barro Preto (BA), a 65 quilômetros de Ilhéus — coração da cacauicultura brasileira. Fundada há mais de 40 anos, a unidade é uma das poucas no mundo dedicadas exclusivamente à pesquisa com cacau. Em parceria com a Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), o centro desenvolve clones mais produtivos e resistentes, adaptados às diferentes realidades climáticas e produtivas do país.

“Entendemos que produzir bem e conservar a biodiversidade são objetivos que caminham juntos. Nos nossos projetos, aplicamos esses princípios de forma prática, respeitando as particularidades de cada sistema. Trabalhamos para melhorar a produtividade, mantendo a conservação da floresta e protegendo a fauna e a flora locais”, explica o gerente-geral do MCCS e de operações de R&D, Luciel Fernandes.

Educação e assistência técnica

Outro importante critério é ter produtividade, no mínimo, 10% superior às variedades já disponíveis no mercado. “O clone precisa performar bem nesses quesitos e, claro, oferecer alta qualidade e sabor, alinhada com o padrão dos nossos chocolates”, explica.

A ideia é que, com melhor desempenho, eles tenham sua genética compartilhada e, no futuro, possam ser plantados por centenas de pequenos produtores de cacau de todo o Brasil.

Muito além da pesquisa, o trabalho do MCCS também passa pela educação e pela orientação dos produtores. Por meio de projetos e iniciativas próprias ou em parceria com outros atores da cadeia do cacau, o centro promove cursos de formação, assistência técnica e até o fornecimento de kits agrícolas que auxiliem os produtores na colheita e no manejo dos pés de cacau.

Um dos exemplos dessas iniciativas é o projeto Barro Preto. Iniciado em 2015, o trabalho foi desenvolvido em parceria com a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), o Sindicato Rural de Barro Preto e a Prefeitura de Barro Preto com o intuito de fornecer aos produtores o conhecimento técnico necessário para o manejo adequado das áreas de cacau em sistema de plantio Cabruca. “Os resultados foram excelentes, em algumas propriedades registramos aumento de até 200% na produtividade das plantas”, orgulha-se o executivo.

Para chegar a esses resultados, os produtores adotaram medidas simples como podas periódicas nas áreas de Cabruca, para aumentar a incidência de luz solar sobre as plantas, além da substituição das mudas por variedades mais modernas e produtivas, passando também por aplicação de fertilizantes e defensivos químicos. “Agora, estamos testando esses ajustes no sistema agroflorestal (SAF) e a pleno sol com irrigação”, explica Fernandes.

No SAF, o intuito é combinar o cultivo do cacau com outras espécies produtivas que geram uma renda adicional ao produtor. Além de contribuírem para a melhora da produtividade, ainda auxiliam na manutenção da qualidade do solo e no sequestro de carbono, tendo papel importante na recuperação de áreas degradadas.

“Buscamos equilíbrio de produtividade, diversidade de espécies e regeneração ambiental, sempre adaptando o desenho do sistema à realidade de cada região e trabalhando dentro da nossa meta, de sermos carbono zero até 2050″, afirma Fernandes.

Ele destaca que o cultivo a pleno sol já está em fase de testes, principalmente no oeste do estado, região que concentra novos investimentos. “Dos três sistemas, esse é o que vem gerando ganhos de produtividade mais significativos, podendo ultrapassar 2,5 toneladas por hectare”, calcula.

Sustentabilidade para novas gerações

Mas o trabalho de fomento à educação não para por aí. Como parte do tripé de sustentabilidade, o MCCS investe também na educação infantil por meio da Escola Municipal Virginia Mars. A instituição, fundada pela companhia e mantida em parceria com a Prefeitura de Barro Preto, atende a cerca de 300 crianças do ensino infantil ao fundamental I do município.

Na grade curricular, além das aulas convencionais previstas no currículo educacional, elas também aprendem na prática sobre a cacauicultura brasileira. O projeto “Cacau para gerações” implantado na escola visa introduzir conceitos sobre preservação ambiental e a cultura do cacau na região, despertando as crianças para a importância do desenvolvimento sustentável da produção. Fonte: Globo Rural

Com ação parada no STF, cartórios da Bahia faturaram R$ 3 bilhões

 

Lei estadual de 2011 tornaram tabeliães com direito a remuneração variável

 

A ocupação indevida de cartórios na Bahia por tabeliães sem concurso específico garantiu um faturamento de R$ 3,1 bilhões a cerca de 100 titulares diretamente beneficiados entre 2012 e 2025. A Constituição de 1988 proíbe a ocupação de tabelionatos sem concurso.

Uma ação que poderia acabar com a irregularidade se arrasta há 13 anos no Supremo Tribunal Federal (STF). As informações constam em um levantamento feito pelo UOL com dados do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e do TJ-BA (Tribunal de Justiça da Bahia). colaboraram com a demora quatro mudanças de opinião do ex-relator, o ministro Dias Toffoli, sobre qual tipo de plenário do tribunal deve julgar o caso —o físico ou o virtual.

Quando estava à frente do processo, Toffoli decidiu não analisar o pedido de liminar do Ministério Público, mesmo após o STF e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) terem barrado iniciativas semelhantes de ocupação de cartórios sem concurso específico em ao menos seis estados, além do Distrito Federal. São eles: Rio, Minas Gerais, Goiás, Paraná, Espírito Santo e Mato Grosso do Sul.

Após sucessivos adiamentos, o julgamento deveria ter sido concluído na semana retrasada, no plenário virtual do STF. O ministro Luiz Fux, no entanto, pediu que o caso seja levado ao plenário físico. Ainda faltam os votos de Fux, Edson Fachin, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Flávio Dino e André Mendonça não participam pois substituíram ministros que já haviam se manifestado.

O placar está 6 a 0 desde 2023 pela inconstitucionalidade da lei que beneficiou os cartorários —Toffoli votou nesse sentido, mas defendeu que os tabeliães fossem mantidos "em homenagem ao princípio da segurança jurídica".

Como funciona a irregularidade

O levantamento feito pelo Uol analisou inicialmente 146 ex-servidores do tribunal que ingressaram no órgão —muitos eram suboficiais ou subtabeliães, segundo o Ministério Público— e recebiam apenas salários fixos, em torno de R$ 5.000.

Mas, a partir de uma lei estadual de 2011, eles se tornaram tabeliães com direito a remuneração variável, decorrente da arrecadação e dos lucros dos cartórios, que chegava a R$ 70 mil.

O levantamento excluiu da lista os que ingressaram antes da Constituição de 1988, pois o STF entende que eles têm direito ao benefício. Sobraram 97 tabeliães que foram realmente favorecidos tanto pela lei quanto pela demora no processo.

Parte desses tabeliães se envolveu em fraudes, corrupção e até acusações de homicídio, segundo documentos do TJ-BA e de outros tribunais obtidos pela reportagem.

Desde 2011, houve 14 casos de afastamento de "donos" de cartórios, e cinco tabelionatos estão sob intervenção por suspeita de irregularidades, segundo levantamento do TJ-BA enviado ao Supremo. Entre elas estão beneficiar parentes com escrituras e registrar uma mesma área duas vezes.

Defesa

A Associação dos Notários e Registradores da Bahia (Anoreg-BA), entidade que representa os cartórios, disse que o benefício é legítimo e foi defendido também pelos tabeliães, que querem permanecer nos cargos.

“A medida é plenamente legal e legítima, sobretudo porque todos os profissionais beneficiados foram aprovados, por mérito, em concurso público específico para o exercício da atividade notarial e registral”, disse a Anoreg em nota.

Limite de oito anos a inelegibilidades está na pauta de terça do Plenário


O Plenário pode votar na terça-feira (26) projeto de lei que unifica em oito anos o prazo de inelegibilidade para políticos impedidos de se candidatar. A sessão deliberativa está marcada para as 14h e tem quatro itens na pauta.

O Projeto de Lei Complementar (PLP) 192/2023 foi proposto pela deputada Dani Cunha (União-RJ) e recebeu relatório favorável do senador Weverton (PDT-MA) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O texto já esteve na pauta do Plenário no fim de 2024 e em março de 2025, quando teve a votação adiada por falta de consenso entre os líderes partidários.

Pela legislação em vigor, o político considerado inelegível fica impedido de disputar eleições durante o período original de seu mandato e por oito anos após o término da legislatura.

O PLP 192/2023 muda essa regra. O prazo de inelegibilidade passaria a ser único, de oito anos, contados a partir de uma das seguintes datas:

  • decisão que decretar a perda do mandato;
  • eleição na qual ocorreu prática abusiva;
  • condenação por órgão colegiado; ou
  • renúncia ao cargo eletivo.

De acordo com o projeto, a nova regra teria aplicação imediata — inclusive para condenações já existentes. Para o senador Weverton, o texto traz "mais objetividade e segurança jurídica" ao fixar o início e o final da contagem das inelegibilidades. 

Caso aprovado, o projeto segue à sanção presidencial. Fonte: Agência Senado

Fraudes no INSS não começaram com Bolsonaro, diz relator da CPMI

 


Alfredo Gaspar, relator da CPMI do INSS, afirma que fraudes tiveram início na década de 1990 e que a investigação se dará a partir de 2015

Relator da CPMI do INSS, o deputado Alfredo Gaspar (União-AL) diz não concordar com as alegações de que as fraudes em pensões e aposentadorias tenham começado no governo de Jair Bolsonaro. De acordo com o parlamentar, as investigações terão como marco inicial o ano de 2015, durante o governo Dilma Rousseff.

“Eu discordo quando se fala que [as fraudes] começaram no governo Bolsonaro. Essas fraudes tiveram início quando foram firmados os acordos de cooperação técnica sem mecanismos de integridade para os descontos previdenciários”, afirmou o deputado.

Segundo Alfredo Gaspar, as irregularidades remontam à década de 1990 e, por isso, não haveria sentido em investigar crimes já prescritos.

“Isso começou a partir de 1994, com os acordos de cooperação técnica. Mas não temos como voltar a esse período por dois fatores. O primeiro é a prescrição. Para que gastar tempo e dinheiro investigando algo que não resultará em punição? O segundo é que o volume de dados e o tamanho da investigação inviabilizam retroceder tanto. Por isso, estabeleci no plano de trabalho que a apuração começará em 2015”, afirmou o relator.

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Ramon Cardiale el cantante mexicano


No auge da Jovem Guarda, surgiu em Pirangi, a Banda Fogaréu, uma banda que tinha como integrantes rapazes cabeludos como era exigido na época.

Festa não era festa quando a Banda Fogaréu não se apresentava.

A banda se apresentava todos os finais de semana no Bahia, único clube de Pirangi e também fazia incursões em cidade circunvizinhas.

Com o passar do tempo, o empresário da banda, conhecido por Canoeiro do Poço do Sabão, teve a ideia de acrescentar mais um personagem para integrar a banda, ele mesmo, se travestiu de mexicano com as indumentárias completa e sugeriu o nome de Ramon Cardiale.

Bem maquiado e escondendo o rosto com um sombreiro ele começou primeiro a se apresentar em cidades próximas, fazendo sucesso.

No entanto numa festa realizada na Cabana das Taiobas, depois das apresentações de praxe ele apareceu no palco e solenemente iniciou o show com a música “Besame Mucho”, bilheteria cheia por ser a apresentação de um el cantante mexicano, o publico delirou. Bastou para que uma das jovens que participava do baile, vaticinasse: Que mexicano que nada: é Canoeiro do Poço do Sabão, fantasiado de el cantante mexicano, bastou, para que o baile terminasse com a carreira internacional de Ramon Cardiale, sem brigas, é claro.

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Priskas Eras


O saudoso vereador Acácio Almeida

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segunda-feira, 25 de agosto de 2025

Quando os loucos eram normais em Pirangi

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Ilhéus terá Vigília Cultural em defesa das mulheres


Nesta segunda-feira (25), será realizada em Ilhéus a “Vigília Cultural – Ato de Resistência Contra a Violência às Mulheres”, a partir das 17h, na Praça Pedro Matos. O evento, gratuito e organizado por grupos de mulheres e coletivos locais, contará com espaço aberto para manifestações artísticas.

A iniciativa acontece em meio à escalada de violência contra mulheres no município e busca reafirmar a luta coletiva pelo fim da violência de gênero. Do.blogdothame.blog.br

AOS 93 ANOS, MORRE O CARTUNISTA JAGUAR, REFERÊNCIA DO JORNALISMO BRASILEIRO



O cartunista Sérgio de Magalhães Gomes Jaguaribe, o Jaguar, morreu, neste domingo (24), no Rio de Janeiro. Ele estava internado, no Hospital Copa D´Or, devido a uma infecção respiratória, que evoluiu com complicações renais.

“Nos últimos dias, [Jaguar] estava sob cuidados paliativos. O hospital se solidariza com a família, amigos e fãs por essa irreparável perda para a cultura brasileira”, informou a assessoria do D´Or.

Jaguar começou a carreira em 1952, quando trabalhava no Banco do Brasil. Na ocasião, ele conseguiu publicar um desenho na coluna de humor Penúltima Hora, do jornal Última Hora (RJ). Depois passou a publicar seus trabalhos na página de humor da revista Manchete (RJ). O pseudônimo, com o qual ficou famoso, foi uma sugestão de Borjalo.

Durante a ditadura, lançou um de seus personagens mais conhecidos, o ratinho Sig, que foi mascote do jornal O Pasquim, do qual Jaguar foi um dos fundadores. O artista foi preso uma vez e enfrentou processos no período.

HOMENAGENS

Nas redes sociais, artistas colegas de Jaguar fizeram homenagens e lamentaram a morte do cartunista. O chargista Arnaldo Angeli Filho escreveu que Jaguar foi o “maior” e é merecedor de todas as reverências pela arte que deixou.

“Dono do traço mais rebelde do cartum brasileiro. Seguimos aqui com sua bênção”, disse.

A cartunista Laerte Coutinho, em postagem no X, referiu-se ao ídolo como “mestre querido”. Outro cartunista, Allan Sieber lembrou que, quando mudou para o Rio de Janeiro, Jaguar chegou a editar o livro dele “Assim rasteja a humanidade”.

O chargista Genildo Ronchi destacou, também em postagem nas redes, que o mundo conhece a importância do legado do Jaguar. Chico Caruso, em entrevista à TV Globo, considerou que a morte do artista é uma perda irreparável para o humor e para o Brasil.

Flávio Dino determina que Polícia Federal investigue R$ 694 milhões em emendas parlamentares


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, determinou que a Polícia Federal (PF) abra inquéritos para investigar 964 planos de trabalho de emendas parlamentares individuais que não foram registrados corretamente no sistema oficial do governo. O valor total desses repasses chega a R$ 694,6 milhões, segundo uma nota técnica do Tribunal de Contas da União (TCU).

A decisão, proferida no âmbito da ADPF 854, ordena que o TCU identifique as emendas por estado e encaminhe as informações diretamente às superintendências da Polícia Federal em todo o país, para que cada unidade instaure inquérito policial sobre os recursos. Segundo o ministro, a ausência de registro fere as regras de transparência que se tornaram obrigatórias após a decisão do STF de 2022 que considerou as “emendas de relator” inconstitucionais.

Além da ordem de investigação, a decisão de Dino inclui outras determinações. Ele mandou a Advocacia-Geral da União e os ministérios elaborarem um cronograma de análise das prestações de contas das emendas entre 2020 e 2024. Também ordenou que a Controladoria-Geral da União (CGU) realize uma auditoria sobre os repasses à Associação Moriá, alvo de denúncias de irregularidades.

O ministro ainda obrigou o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Nordeste a criarem contas específicas para cada emenda, proibindo transferências para contas de passagem ou saques em espécie. Ele reforçou que, a partir do Orçamento de 2026, os repasses de emendas individuais deverão ser feitos por meio de uma ferramenta eletrônica que amplia a rastreabilidade dos recursos.

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Meu filho Caio Marcelo e minha nora Karina, Noivando

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Quando os loucos eram normais em Pirangi


Além dos loucos de fato, Pirangi tinha entre os seus habitantes pessoas loucas que circulavam pelas ruas da cidade, os quais os moradores criavam os seus nomes para identificação.

Basta registrar que alguns tinham ocupações que ajudavam a população, como o Besouro Casacudo, que exercia a profissão de barbeiro, quem tinha culpa no cartório não se barbeava como ele, por causa da navalha.

Existiam também os que circulavam pela cidade com o intuito de esmolar, como Alebara, Mendengue, Tanta carne e eu sem dente, Tumida, Cú, Sobe e não desce e muitos outros.

Alebara, numa determinada gestão municipal, foi criada a Guarda Municipal e para surpresa ele foi aprovado para exercer a função, a guarda municipal fazia a ronda noturna ostensiva pelas ruas da cidade,

Numa dessas rondas, Alebara, não acostumado a perder noite, cochilou no peitoril de uma janela residencial com o apito na boca, assim que ele ressonava emitia o silvo do apito, pensando em alguma ação de marginais os companheiros correu para o local e viu Alebara num sono solto, devagar eles se aproximaram e tiraram a arma e voltaram para o comando e relataram o fato ao comandante.

Como de praxe a tropa era passada em revista pela manhã, e olha que chega Alebara com as roupas rasgadas e falou que na noite ele enfrentou em luta corporal com um marginal e o mesmo evadiu-se levando a arma.

Não deu outra, Alebara, foi destituído da função a bem da tranquilidade dos moradores, que pagavam uma taxa para ter segurança.

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