Habemus Copos
Entre copos deslizamos na mesa
Desnuda, saudamos as espumas que
Reluzem entre o incolor e o amarelo
Sorviveis, retinir de vozes,
Recordações latentes, saúde!
Assim passa-se os dias, revivemos memórias,
Prevendo o agora, o faturo ainda vem
Cambaleante.
A danças das garrafas nos convém,
Justas acompanhantes, tampilhas
Espalmadas, brindes excessivos, vozes
Que não querem calar, garçom
Mais uma.
Bebemos por tédio?
Bebemos a tudo, vidas presentes,
Vidas efêmeras, enfermas, brindes a morte
Infinita enquanto dura.
Entre copos somos partidos, estilhaços
Não recolhidos, sangue que jorra, entre
Amores afeitos ou partidos,
Habeas-Corpus, Habemus Papam,
Temos o copo.
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