alhos & bugalhos
Deputados bolsonaristas ligados a ACM Neto prejudicam produtores de cacau da Bahia e ANPC reage: “traíram a gente”
Em entrevista contundente à uma emissora de rádio de Ituberá, a presidente da Associação Nacional dos Produtores de Cacau (ANPC), Vanuza Barroso, citou a sabotagem promovida por dois deputados federais alinhados ao bolsonarismo e ao clã de ACM Neto. Capitão Alden (PL) e Dal Barreto (União Brasil) votaram deliberadamente contra os interesses dos cacauicultores baianos, ajudando a enterrar pautas essenciais para o setor. “Isso é nojento!”, disparou a líder da categoria, ao relatar a atuação dos parlamentares em Brasília.
Os dois deputados integraram o bloco que tentou retirar de pauta o Projeto de Lei 1769/2019, que aumenta o teor de cacau nos chocolates — medida crucial para valorizar a produção local e gerar renda para milhares de famílias no Baixo Sul da Bahia. Enquanto os produtores suaram do amanhecer à meia-noite dentro do Congresso Nacional, Alden e Dal Barreto votaram a favor da retirada do projeto. “A gente suando, entramos no Congresso às nove da manhã e saímos por volta de meia-noite… e adivinha quem votou a favor da retirada? Capitão Alden do PL e Dal Barreto do União Brasil”, denunciou Vanuza, com a voz carregada de indignação.
A traição não parou por aí. No requerimento de urgência para sustar a importação de cacau (PDL 330/2022), Capitão Alden simplesmente se absteve — um gesto covarde que mostra exatamente de que lado o parlamentar se coloca quando o assunto é defender o agronegócio baiano. “Se absteve! Não votou nem sim, nem contra”, afirmou Vanusa. Mas a hipocrisia tem nome e endereço: no dia seguinte à votação, Alden gravou vídeo posando de defensor da cacauicultura. “Anotem esses nomes: Capitão Alden e Dal Barreto! Esses aí traíram a gente lá em Brasília, viu? E cobram voto na região!”, cravou a presidente da ANPC.
Escritório de advogados da Bahia entra na mira da PF sobre caso Banco Master
- Um escritório de advocacia com sede em Salvador passou a ser alvo de atenção da Polícia Federal (PF) no âmbito das investigações relacionadas ao caso Banco Master.
De acordo com a Folha de S. Paulo, entre os 91 escritórios de advocacia que receberam, ao todo, R$ 543 milhões do banco ao longo de quatro anos, um deles deve ter tratamento prioritário nas apurações.
Trata-se do escritório Gabino Kruschewsky Advogados, apontado como o quarto que mais recebeu recursos do banco comandado por Daniel Vorcaro, com repasses que somam R$ 54 milhões entre os anos de 2022 e 2025. O escritório tem como um dos sócios Eugênio Kruschewsky, procurador do Estado da Bahia, e está sediado em Salvador, cidade que também é origem de um dos principais produtos do Banco Master, o Credcesta.
Em nota enviada à reportagem, o escritório informou ter atuado em 45 mil processos em favor do Banco Master, com mais de 30 mil ainda em andamento. No entanto, conforme certidão de distribuição do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), existem quase sete mil processos registrados em nome do banco.
Entre as ações judiciais movidas contra o Banco Master, se destacam duas ações coletivas propostas pela Associação dos Funcionários Públicos do Estado da Bahia. À época, a entidade era presidida por Carlos Kauark Kruschewsky. As ações teriam sido ajuizadas para questionar supostas irregularidades em empréstimos consignados do Credcesta, que pertenceu à Empresa Baiana de Alimentos [Ebal], cuja gerente jurídica era Luiá Kruschewsky.
Ainda segundo informações, a defesa do Banco Master nessas ações foi conduzida por Eugênio Kruschewsky, procurador do Estado da Bahia e primo de André Kruschewsky, então diretor jurídico da instituição financeira, responsável pela contratação do advogado.
Ao Bahia Notícias, o escritório encaminhou posicionamento para esclarecer alguns pontos relevantes. "O escritório não atua apenas no Estado da Bahia. Sua operação é nacional, com presença em 19 unidades da federação: AC, AP, AM, CE, PE, PI, TO, AL, RN, SE, RJ, PR, BA, PA, PB, ES, MA, RR e RO", diz a nota.
"Por essa razão, o volume de processos sob sua condução é significativamente superior aos cerca de 7 mil mencionados, número que se refere apenas ao estado de origem da banca", finalizou o escritório.
Estudantes de Ipiaú desenvolvem chocolate para pessoas com diabetes tipo 2
A proposta desse chocolate surge a partir da integração entre conhecimentos da ciência de alimentos, biotecnologia e saúde.
O Brasil é o quinto maior mercado de chocolates do mundo. Os dados da consultoria Euromonitor reforçam a tese de que o brasileiro é apaixonado pelo doce que tem no cacau (Theobroma cacao) seu principal ingrediente. Em contrapartida, há uma parcela da população que precisa evitar o consumo de doces por conta de comorbidades, como é o caso dos portadores da diabetes tipo 2.
Pensando uma forma segura e saudável de permitir o consumo de chocolate por pessoas com diabetes, os estudantes Adígena Brandão, Elias Dantas e Lívia Bispo, do Centro Territorial de Educação Profissional Médio Rio das Contas, localizado no município de Ipiaú, desenvolveram o ChocoMed, que une ingredientes com baixo valor glicêmico.
A proposta, orientada pelo professor Lucas Santos, que é pós-doutor em Educação Científica, surge a partir da integração entre conhecimentos da ciência de alimentos, biotecnologia e saúde, buscando desenvolver um produto alimentício que alie sabor, valor nutricional e benefícios funcionais à saúde humana.
O professor explica que o produto se baseia na utilização de chocolate com alto teor de cacau, aproximadamente 70%, associado a ingredientes naturais com propriedades bioativas, como o melão-de-São-Caetano (Momordica charantia) e sementes de abóbora (curcubita).
“Esses componentes apresentam compostos bioativos que, segundo estudos científicos, podem contribuir para a regulação metabólica e auxiliar no controle dos níveis de glicose no sangue, além de fornecer nutrientes importantes ao organismo”, afirma.
Segundo os estudantes, o projeto valoriza uma cultura agrícola tradicional e economicamente significativa na Bahia, que é a cacaueira. “Parte dos ingredientes utilizados, como o cacau, é abundante na região do Médio Rio das Contas, o que fortalece a proposta de valorização territorial. Além disso, foram explorados ingredientes alternativos com potencial funcional, ampliando o valor nutricional do produto”, dizem.
A pesquisa, desenvolvida no âmbito do Programa Ciência na Escola, da Secretaria da Educação, conta com parceria da Escola de Pesquisadores da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), fortalecendo o vínculo entre universidade e escola na formação de jovens cientistas.
Bahia Faz Ciência
Lançada pela Secti no Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico, em 8 de julho de 2019, a série de reportagens Bahia Faz Ciência apresenta como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação que contribuem para melhorar a qualidade de vida da população em áreas como saúde, educação e segurança. As matérias são divulgadas semanalmente, às segundas-feiras, para a mídia baiana e ficam disponíveis no site e nas redes sociais da Secretaria.
Fonte: acordacidade
Três novas leis ampliam proteção às mulheres e modernizam enfrentamento à violência de gênero
Medidas incluem monitoração eletrônica de agressores, tipificação da violência vicária e criação do dia de combate à violência contra mulheres indígenas
Três novas leis sancionadas pelo presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva ampliam a proteção às mulheres e fortalecem o enfrentamento à violência doméstica e ao feminicídio no Brasil. As medidas estão publicadas no Diário Oficial da União desta sexta-feira (10).
A Lei 15.383/26, que estabelece o uso de monitoração eletrônica de agressores como medida protetiva autônoma no âmbito da Lei Maria da Penha. A nova regra permite que o agressor seja submetido ao uso de tornozeleira eletrônica, com definição de perímetro de circulação e emissão de alertas à vítima e às autoridades em caso de aproximação indevida.
A lei também prioriza a adoção da medida em situações de risco à integridade da vítima, aumenta a pena para casos de descumprimento e amplia os recursos destinados a ações de enfrentamento à violência contra a mulher. A iniciativa reforça a efetividade das medidas protetivas e amplia a capacidade de prevenção de novos episódios de violência.
O texto é originado do Projeto de Lei 2942/24, da deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS) e do deputado Marcos Tavares (PDT-RJ), aprovado pelos deputados e pelos senadores.
Violência vicária
Outro avanço está na Lei 15.384/26, que inclui na legislação brasileira o conceito de violência vicária — aquela praticada contra filhos, familiares ou pessoas próximas com o objetivo de atingir a mulher.
A proposta tipifica o homicídio vicário no Código Penal, estabelecendo pena de 20 a 40 anos de reclusão quando o crime for cometido contra descendente, ascendente, dependente, enteado ou pessoa sob guarda ou responsabilidade da mulher, com o objetivo de causar sofrimento, punição ou controle no contexto de violência doméstica.
A pena pode ser ampliada caso o crime seja praticado na presença da mulher, contra criança, adolescente, idoso ou pessoa com deficiência, ou ainda em descumprimento de medida protetiva de urgência. A medida busca dar resposta mais adequada a casos extremos de violência doméstica, além de preencher lacunas legais e fortalecer a proteção às vítimas e suas redes de apoio.
Adicionalmente, o homicídio vicário passa a ser considerado crime hediondo. Condenados por crimes hediondos não podem contar com anistia, graça, indulto ou fiança. Têm ainda prazos maiores de cumprimento de pena em regime fechado para poder acessar o regime semiaberto.
A lei que trata da violência vicária tem sua origem no PL 3880/24, das deputadas Laura Carneiro (PSD-RJ), Fernanda Melchionna e Maria do Rosário (PT-RS).
Mulheres indígenas
Completa o conjunto de sanções a Lei 15.382/26, que institui o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, a ser celebrado anualmente em 5 de setembro – mesma data do Dia Internacional da Mulher Indígena. A iniciativa busca dar visibilidade à violência enfrentada por esse grupo e incentivar ações específicas de proteção e acolhimento.
A deputada Célia Xakriabá (Psol-MG) apresentou à Câmara dos Deputados o PL 1020/23, que deu origem à Lei 15.382/26. Fonte: Agência Câmara de Notícias
Persona do Dia
Dia De
Santo do Dia
Casos e Causos
Os textos e as revelações de Sebastião Nery
Sebastião Nery é um dos maiores e mais polêmicos jornalistas brasileiros. Talvez seja o mais polêmico. Com 82 anos, nascido na Bahia, é do tempo em que os profissionais da imprensa não tinham as facilidades do telefone, internet e, principalmente, do onisciente e instantâneo Dr. Google. Nery viu e viveu muita coisa nesses 60 anos como personagem e observador da cena política brasileira. Tornou-se um cronista por excelência, escrevendo artigos e reportagens com base em vivências e em sua vasta cultura. Nos anos 1970, Nery, que foi deputado e fiel escudeiro de Leonel Brizola e adido cultural em Paris no governo Collor, ficou famoso por uma série de livros sobre casos do folclore político. Por seu estilo independente, foi processado, preso, teve direitos políticos cassados e foi perseguido pela polícia política e por “patrulheiros ideológicos”. Ninguém me contou, eu vi - De Getúlio a Dilma, coletânea de artigos, ensaios e reminiscências de Sebastião Nery, há poucos dias lançado (Geração Editorial, 528 páginas, R$ 54,90) cobre o período de 1954 a 2013 e fala de fatos que Nery viu ou participou. Nery estava por perto no suicídio de Getúlio, na primeira hora do golpe militar de 1964 e estava no centro dos acontecimentos quando Jânio Quadros renunciou. Com sua habilidade para observar e com textos sedutores, Nery traz biografias, fatos e revelações envolvendo os grandes nomes da política brasileira. Conta como viu o mensalão nascer, momentos de intimidade da presidente Dilma, bastidores da decisão de Itamar para concorrer a vice-presidente, fatos cotidianos e biografias de Juscelino, Getúlio Vargas, Tancredo, Delfim Neto, Magalhães Pinto, Petrônio Portella e muitos outros. Uma longa entrevista com o grande jornalista Hélio Fernandes é um dos pontos altos do livro. Nery conta histórias de sua própria longa vida, de como sua paixão pelo jornalismo o levou a abandonar o seminário e, nas páginas finais, fala de verdade, política, liberdade e cita Ortega y Gasset: “ser da esquerda, como ser da direita, é uma das infinitas maneiras que o homem pode escolher para ser imbecil: ambas são formas de hemiplegia moral”. Para Nery, intelectual é sinônimo de liberdade, de independência e o primeiro dever de quem fala, escreve e participa da vida coletiva é a coragem de ser livre, para dizer o que pensa porque sabe o que diz. Nery é contra autoritarismos de direita ou esquerda e a favor da coragem de dizer não. É contra as cangas, os cabrestos e as mediocridades de todo tipo.
Pensamento do Dia
Charge do Dia
Priskas Eras

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