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ILHÉUS: TCU PÕE MARÃO NA DEFENSIVA EM PLENA LARGADA PARA 2026
Em Ilhéus, o clima azedou para o ex-prefeito Mário Alexandre, o Marão. Justo no momento em que tenta embalar a pré-candidatura a deputado estadual, ele foi atingido por uma decisão do Tribunal de Contas da União que manda devolver R$ 1,589 milhão aos cofres federais por falta de comprovação do destino de recursos enviados para atender vítimas das chuvas de 2023.
O dado político que mais pesa talvez nem seja só o valor. Marão foi condenado à revelia, sem apresentar defesa no processo. Para quem tenta vender viabilidade eleitoral e experiência administrativa, a imagem de gestor que não conseguiu explicar a aplicação de verba emergencial cai como chumbo nos bastidores.
O TCU ainda aplicou multa de R$ 190 mil e determinou a adoção de medidas para ressarcimento do dano. No papel, é uma decisão técnica. Na política, é munição pronta para adversários e um desgaste daqueles que grudam.
Em ano de pré-campanha, disputar vaga na Assembleia com esse passivo nas costas é como tentar remar contra a maré em dia de ressaca. Em Ilhéus, já tem muita gente olhando para Marão não mais como favorito natural, mas como um nome obrigado a gastar energia demais para explicar o passado antes de tentar falar de futuro. Do.: politicosdosuldabahia
Com sensores, bioinsumos e IA, fazenda baiana redefine produção de cacau
A incorporação de tecnologia ao campo tem redefinido padrões de produtividade e sustentabilidade em plantações de cacau no sul da Bahia. Na Fazenda Vila Opa, localizada no município de Taperoá, o produtor e engenheiro agrônomo Roberto Lessa vem apostando em inovação para construir um modelo de produção mais eficiente, escalável e alinhado às exigências do mercado global. Uso de sensores, análise de dados por inteligência artificial, mecanização e controle por celular são comuns na propriedade.
A operação que combina mecanização, bioinsumos, agricultura de precisão e sistemas agroflorestais. Os resultados já alcançam níveis de produtividade muito acima da média nacional. A fazenda nasceu há pouco mais de cinco anos com o propósito de aplicar, na prática, todo o conhecimento acumulado ao longo de três décadas de atuação de Lessa no setor. “Se fosse para fazer mais do mesmo, eu não entraria. A conta não fecha nem em produtividade, nem em custo”, afirma.
A propriedade tem 148 hectares, sendo 30 já cultivados com cacau em sistema agroflorestal. A meta é ampliar a área cultivada em mais 18 hectares em 2026 e outros 25 hectares em 2027. Com isso, cerca de metade da área da fazenda será destinada à agricultura. O restante irá abrigar matas de preservação.
A decisão de estruturar a propriedade com base em um masterplan foi determinante para viabilizar a mecanização, ainda pouco comum na cultura do cacau. Desde o início, o projeto considerou relevo, logística interna e organização espacial para permitir o uso de máquinas em diferentes etapas da produção. Lessa prefere não revelar o valor do investimento.
A aposta em tecnologia ocorre em um momento de mudanças no mercado internacional. Após a disparada dos preços do cacau em 2024, impulsionada por problemas climáticos na África, o setor passou por ajustes, com impacto na indústria e nos produtores. Nesse contexto, eficiência produtiva e redução de custos tornam-se fatores determinantes para a competitividade.
Mecanização como vetor de eficiência
Na Vila Opa, praticamente todas as etapas operacionais já contam com algum nível de mecanização, desde a adubação, roçagem, transporte interno e até processos pós-colheita. Um dos destaques é o sistema automatizado de fermentação, que substitui o trabalho manual de transferência das amêndoas entre caixas.
“Hoje, com a mecanização, conseguimos reduzir em até 45% o custo operacional. E mais importante é que conseguimos fazer as atividades no tempo certo”, explica o produtor.
A diferença é decisiva, especialmente em uma região com alta incidência de chuvas. Segundo Lessa, janelas curtas de sol exigem agilidade para operações como pulverização. “Se eu dependesse apenas de mão de obra, levaria até 15 dias para cobrir a área. Com tecnologia, faço isso em três dias”, diz.
Outro avanço está na automação da secagem, com controle remoto via celular de estufas, ventilação e cortinas, além da implantação de robôs para movimentação das amêndoas.
A produtividade também chama atenção. Enquanto a média brasileira gira em torno de 482 kg de amêndoas por hectare, a fazenda alcança entre 2.000 kg e 3.300 kg por hectare, resultado de manejo intensivo, monitoramento constante e uso de tecnologia.
Lessa buscou referências percorrendo diferentes regiões e culturas agrícolas em busca de soluções já consolidadas no agronegócio, adaptando práticas ao contexto do cacau. Entre os principais polos visitados está a fruticultura irrigada do Vale do São Francisco, reconhecida pelo uso intensivo de tecnologia, automação e agricultura de precisão. “Não é só olhar para o cacau. Outras culturas, como uva, manga e café, têm muito a ensinar. A gente observa o que funciona e adapta”, destaca.
Bioinsumos e sustentabilidade no centro da estratégia
Além da mecanização, a fazenda investe na produção própria de bioinsumos, com uma unidade instalada dentro da propriedade. Fungos e bactérias como Trichoderma e Bacillus subtilis são cultivados em biorreatores e utilizados no combate a pragas e doenças. “A gente consegue reduzir o custo em até 80% e ainda aumentar a eficiência do manejo. Em dias de chuva, por exemplo, os bioinsumos funcionam melhor que os químicos”, afirma Lessa.
Atualmente, cerca de 15% da área já utiliza insumos biológicos, mas a meta é atingir 100% nos próximos anos, com a ampliação da estrutura produtiva.
Outro pilar do modelo adotado na Vila Opa é o sistema agroflorestal, que combina as culturas de cacau, açaí e jequitibá-rosa na mesma área. A proposta é criar sinergia entre as culturas, melhorar o microclima e diversificar as fontes de receita.
Hoje, o cacau representa cerca de 70% do faturamento da fazenda, enquanto o açaí responde por 30%. Já o jequitibá cumpre função estratégica, oferecendo sombreamento e contribuindo para o equilíbrio ambiental do sistema.
Agricultura de precisão e valorização de mão de obra
O próximo passo da Vila Opa é a implantação de um sistema de irrigação por gotejamento, integrado a sensores de solo e controlado por celular. A tecnologia permitirá uma gestão mais eficiente da água e a aplicação de biofertilizantes via fertirrigação.
Também está prevista a adoção de drones para pulverização e monitoramento, ampliando ainda mais a precisão das operações no campo.
Apesar da forte presença tecnológica, o modelo não elimina a importância da mão de obra, redefinindo o seu papel. Para o produtor, a mecanização permite que os trabalhadores deixem atividades braçais e passem a atuar em funções mais qualificadas.
“Eu não quero contratar só braços e pernas. Quero pessoas pensando, operando tecnologia. Isso atrai jovens e valoriza o trabalho no campo”, afirma.
A estratégia tem surtido efeito. A fazenda vem se tornando um polo de interesse para estudantes, pesquisadores e produtores que buscam entender como a inovação pode transformar a cacauicultura.
Fonte: movimentoeconomico
Gabriel Araújo conquista Laureus, maior premiação do esporte mundial
Nadador mineiro foi eleito na categoria melhor atleta com deficiência
O multicampeão paralímpico Gabriel Araújo, o Gabrielzinho, conquistou o Prêmio Laureus, a maior premiação do esporte mundial, nesta segunda-feira (20), durante cerimônia no Palácio de Cibeles, em Madri (Espanha). O nadador mineiro de 23 anos, nascido em Santa Luzia - região metropolitana de Belo Horizonte - superou outros cinco concorrentes na categoria de mehor atleta com deficiência.
Gabrielzinho foi o único brasileiro contemplado na 26ª edição do Laureus, considerado o Oscar do esporte internacional. Indicados em outras categorias, os compatriotas João Fonseca, Rayssa Leal e Yago Dora não foram eleitos este ano na votação da Laureus World Sports Academy, cujo juri é formado por 55 esportistas renomados.
“Eu gostaria de agradecer a Deus, à minha família por tudo que estamos construindo. Estar aqui é um sonho para mim. Agradeço ao meu técnico (Fábio Antunes) pelo apoio. Esse vai ser o primeiro de muitos, vamos continuar fazendo história”, disse Gabrielzinho, aplaudido de pé ao receber o troféu.
No ano passado, o mineiro de 23 aos foi tricampeão mundial paralímpico em Singapura, nos 50m e 100 metros costas, e 200m da classe S2 (comprometimento físico-mortor). E não foi só: Gabrielzinho também batei p o recorde mundial dos 150m medley. Ícone da natação, ele subiu ao pódio seis vezes nas duas últimas Paralimpíadas: arrematou três ouros em Paris 2024, e dois ouros e uma prata em Tóquio 2020.
Gabrielzinho levou o Laureus 2026 após superar cinco concorrentes na votação da Laureus World Sports Academy: os nadadores Simone Barlaam (Itália) e David Kratochvíl (República Tcheca); os atletas do atletismo Catherine Debrunner (Suíça) e Kiara Rodríguez (Equador) do atletismo, e a jogadora de hóquei no gelo Kelsey DiClaudio (Estados Unidos).
Antes de Gabrielzinho, o nadador paulista Daniel Dias já havia conquistado o prêmio Laureus de melhor atleta com deficiência nas edições de 2009, 2013 e 2016.
Demais brasileiros indicados
A skatista maranhense Rayssa Leal e o surfista catariense Yago Dora disputaram o Laureus de melhor atleta de ação, junto com outros quatro atletas de outros países. A vencedora na categoria foi a snowboarder norte-americana Chloe Kim. Já o tenista carioca João Fonseca fora indicado ao Laures de revelação do ano, que reuniu outros cinco postulantes. O ganhador foi o piloto britânico de Fórmula 1 Lando Norris.
Vencedores do Laureus 2026
Atleta Homem do Ano: Carlos Alcaraz (Espanha) - tênis
Atleta Mulher do Ano: Aryna Sabalenka (Bielorrússia) - tênis
Jovem Atleta do Ano: Lamine Yamal (Espanha) - futebol
Atleta com Deficiência: Gabriel Araújo (Brasil) - natação
Revelação do Ano: Lando Norris (Reino Unido) - automobilismo
Equipe do Ano: Paris Saint-Germain (França) - futebol
Melhor Atleta nos Esportes de Ação: Chloe Kim (EUA) - snowboard
Retorno do Ano: Rory McIlroy (Reino Unido) - golfe
Inspiração Esportiva: Toni Kroos (Alemanha) - futebol
Prêmio Esporte para o Bem: Fútbol Más - futebol
Prêmio Conquista de Vida: Nadia Comăneci (Romênia) - ginástica artística
É falsa a informação veiculada na notícia “vendedora de marmitas é notificada pela Receita após movimentar R$ 52 mil via PIX no CPF”
É falsa a informação veiculada na notícia “vendedora de marmitas é notificada pela Receita após movimentar R$ 52 mil via PIX no CPF”, de que a Receita Federal rastrearia movimentações de Pix e notificaria contribuintes por conta disso.
Os sistemas Harpia e T-Rex citados nem sequer existem. O T-Rex era um hardware (servidor) no início da nota fiscal eletrônica em meados de 2007, hoje desativado.
Outras “notícias” semelhantes, referindo-se a pessoas não identificadas que recebem valores de amigos são também falsas.
A Receita não recebe informações sobre transações individuais, não há qualquer identificação dos meios de pagamento.
Principalmente, a Receita Federal sabe que movimentação financeira não se confunde com renda ou lucro, não havendo sentido em uma notificação como a relatada pela reportagem.
Para que fique claro: a Receita não recebe qualquer informação sobre transações individuais ou a forma como elas ocorrem (PIX, depósito, transferência etc.) e não notifica contribuintes somente por conta de volume de transações, ainda mais em valores mais baixos como o citado nas reportagens.
Fake news sobre pix e fiscalização da Receita, sempre buscando apavorar as pessoas trabalhadoras, servem aos interesses poderosos de organizações criminosas, que se valem do sistema financeiro para lavar bilhões de reais de dinheiro do crime, e de grandes corporações de pagamento que se opõem ao PIX.
A atuação do governo do Brasil contra o pilar financeiro do crime organizado veio pra ficar, apesar de incomodar aqueles que insistem em espalhar fake news.
Projeto de lei propõe medidas contra assédio judicial a jornalistas
Senado analisa proposta para reforçar segurança dos profissionais da imprensa no Brasil
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) apresentou o Projeto de Lei nº 1647/2026, que prevê uma série de medidas para fortalecer a proteção a jornalistas e veículos de imprensa no Brasil. A proposta foi protocolada no dia 7 de abril, data em que se celebra o Dia do Jornalista, e agora aguarda despacho no Senado.
Elaborado com base em uma iniciativa da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), em parceria com a organização Fiquem Sabendo, o texto busca enfrentar práticas como o assédio judicial e ampliar garantias para o exercício da atividade jornalística no país.
Medidas contra ameaças e restrições ao trabalho
Entre os principais pontos, o projeto estabelece que agentes públicos deverão adotar ações para prevenir ameaças, intimidações e ataques contra jornalistas. A proposta também reforça o direito de acesso a fontes de informação, documentos e bases de dados, considerados essenciais para o trabalho da imprensa.
Além disso, o texto assegura o livre acesso de jornalistas a prédios e repartições públicas, bem como a inviolabilidade de suas sedes de trabalho, como forma de garantir a independência da atividade.
Proteção a grupos mais vulneráveis
A proposta também prevê medidas específicas para jornalistas mulheres e profissionais LGBTQIA+, reconhecendo que esses grupos podem estar mais expostos a situações de violência, especialmente de gênero.

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