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Itajuípe: Zagueiro Bremer é homenageado pelo legislativo
O vereador Jó de Marabá apresentará na sessão ordinária do legislativo itajuipense, que será realizada na manhã de quinta-feira (28), Moção de Aplauso nº. 039/2026 ao brilhante zagueiro do Selecionado Brasileiro, Gleison Bremer Silva Nascimento (BREMER), em virtude de sua oficialização, na lista de convocados para defender a Seleção Brasileira de Futebol.
Nascido na vizinha e irmã cidade de Itapitanga, Bahia, no dia 18 de março de 1997, o jovem defensor de 29 anos hoje projeta o nome do Sul do Estado para o mundo, consolidando-se como um dos maiores expoentes do futebol internacional. Sua convocação para ocupar a posição de Zagueiro na nossa Seleção Canarinho que disputará o Mundial de 2026.
Revelado nas categorias de base do Desportivo Brasil e do São Paulo, Bremer despontou no cenário profissional brasileiro pelo Atlético Mineiro, clube onde também conquistou títulos importantes na base, como a Copa do Brasil Sub-20eoCampeonato Mineiro Sub-20. Ao se transferir para o exigente futebol italiano, o atleta elevou seu patamar tático e técnico ao extremo.
Defendendo as cores do selecionado brasileiro, suas exibições monumentais renderam-lhe o cobiçado prêmio individual de melhor Defensor do Campeonato Italiano (Série A). Tamanho destaque abriu as portas de uma das maiores potências do planeta, a Juventus, clube onde conquistou o importante título da Copa da Itália, além de ser eleito o Melhor Jogador da Temporada da Série A, honrarias que atestam sua soberania nos gramados europeus.
Bremer representa a força, a garra e a genialidade do povo sul-baiano. Sua trajetória vitoriosa serve de espelho e inspiração para milhares de jovens de Itapitanga, Itajuípe e de toda a nossa região, provando que o trabalho árduo e a paixão pelo esporte rompem qualquer barreira geográfica. Ao vestir a amarelinha, Bremer leva consigo as esperanças e a torcida vibrante de toda a nossa gente. Esta Casa Legislativa, legítima representante do povo de Itajuípe, não poderia deixar de registrar nos anais de sua história este momento de extrema alegria e celebração para o esporte nacional e regional. “Que esta Moção sirva como testemunho do reconhecimento do povo de Itajuípe ao talento, aos títulos e à dignidade com que Bremer eleva o nome do Sul da Bahia ao topo do futebol mundial.
Produtores de cacau têm crédito limitado para seguir expandindo plantio
Nos últimos anos, com o aumento dos preços no mercado internacional, o cacau começou a recuperar espaço no agro brasileiro. Entre 2020 e 2025, a produção nacional da amêndoa cresceu 9%, alcançando estimadas 294 mil toneladas, segundo o IBGE. Mas, a despeito do maior interesse, o crédito oficial para financiar o cultivo ainda é restrito.
Um estudo feito pelo CocoaAction Brasil, iniciativa público-privada que trabalha para desenvolver o segmento e reforçar as práticas sustentáveis da cadeia do cacau, mostra que valor do crédito rural público para a cultura no Brasil passou de R$ 143 milhões, em 2018, para quase R$ 445 milhões, em 2025. A parcela emprestada dentro do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) saiu de R$ 20 milhões para R$ 206 milhões na mesma comparação.
Apesar do crescimento na oferta de crédito, se comparado ao montante total destinado a outros cultivos brasileiros, o número ainda é muito baixo. Do total de R$ 357 bilhões de crédito agrícola em 2025, por exemplo, apenas 0,12% foi direcionado à cacauicultura.
Segundo Guilherme Salata, coordenador do Cocoa Action Brasil, o principal entrave para o acesso ao crédito ainda é a memória da crise da vassoura de bruxa, doença causada por fungo que devastou lavouras e deixou parte do setor endividada durante décadas. Isso criou um ambiente desfavorável para o financiamento aos produtores.
A manutenção dessa tendência preocupa, uma vez que medidas do governo podem estimular o aumento do cultivo de cacau, o que significa necessidade de crédito. A medida mais recente foi a Lei nº 15.404, que muda as regras de percentual mínimo de cacau no chocolate no país. Agora para o produto ser classificado como chocolate, é necessário um percentual mínimo de 35% de sólidos de cacau — antes era de 25%. Para o chocolate branco, foi mantido o teor de 20% de manteiga de cacau, mas com acréscimo de 14% de sólidos totais de leite.
Salata observa que o valor do crédito aos cacauicultores é pequeno até quando comparado a outras cadeias ligadas a sistemas agroflorestais, como mandioca, banana, açaí e castanha-do-brasil. Mandioca e banana acessaram quase o dobro do crédito do cacau: R$ 760 milhões e R$ 745 milhões, respectivamente. Já o açaí, que segundo Salata tem uma cadeia produtiva menos estruturada do que a do cacau, acessou R$ 341 milhões.
A produtora de cacau Shirlei Duarte, de Camamu (BA), procurou o Consórcio Intermunicipal de Águas e Resíduos do Baixo Sul da Bahia (Ciapra), que dá apoio a agricultores da região, em julho de 2025 e teve seu primeiro crédito liberado em janeiro deste ano. Por meio do Pronaf, ela tomou R$ 89 mil e investiu em análise de solo, limpeza da área, compra de mudas, adubo e mão de obra para implantar dois hectares de cacau.
“Eu já tinha a área, mas não tinha recurso para começar. Se não fosse esse crédito, não conseguiria implementar minha lavoura agora. E daqui três anos eu vou estar produzindo”, conta. Ela tomou o financiamento no Banco do Nordeste, com juros de 3% ao ano e carência de três anos, período em que a lavoura começará a dar seus primeiros frutos.
Além da memória da crise do endividamento por causa da vassoura de bruxa, Salata diz que a falta de conhecimento por parte das instituições financeiras sobre o cultivo distancia o crédito do produtor. “Eles têm dificuldade de avaliar se um projeto é viável ou não”.
Uma das soluções é a assistência técnica, diz ele. “É fundamental para orientar o produtor sobre quais linhas estão disponíveis, qual a finalidade de cada crédito e se o investimento trará retorno econômico”.
Quatro modalidades de crédito respondem por mais de 95% do valor de R$ 445 milhões tomado na cadeia do cacau em 2025. O “Microcrédito Produtivo Rural” responde por mais de um terço do valor financiado; o “Pronaf Floresta” responde por pouco menos de um terço, enquanto as modalidades “Mais Alimentos” e a de “Custeios”, somadas, correspondem ao restante financiado.
Apesar das limitações, Salata avalia a evolução como positiva. “Claramente houve um avanço expressivo no acesso ao crédito. Em culturas como a soja, que já concentram volumes muito elevados de financiamento, é mais difícil ampliar significativamente. No cacau, tanto o crédito quanto a produtividade ainda têm potencial de expansão relevante”, afirma. Fonte: Globo Rural
Aumento do Piso Salarial dos professores é aprovado
O Senado aprovou, nesta terça-feira (26), a medida provisória que reajusta o piso salarial dos professores da educação básica para R$ 5.130,63 em 2026. O aumento foi de 5,4% sobre o valor anterior, de R$ 4.867,77, com ganho real de 1,5% acima da inflação. Como o texto sofreu alterações durante a tramitação, a MP 1.334/2026 foi convertida no PLV 4/2026 e vai à sanção do presidente Lula.
O texto aprovado muda o critério de atualização do piso. Pelo novo cálculo, o reajuste anual será a soma do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e 50% da média de crescimento real das receitas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) nos cinco anos anteriores. A fórmula anterior teria resultado em recomposição de apenas 0,37% — a nova garante 5,4%.
O Fundeb é o principal mecanismo de financiamento da educação pública no Brasil. Ele repassa recursos a estados e municípios para custear a educação básica. As receitas do Fundo, que financiam 70% dos salários dos professores, cresceram 120% em termos reais entre 2020 e 2026.
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